As investigações sobre o dentista, de 26 anos, preso preventivamente em Maringá, ganharam novos contornos nesta semana. A Polícia Civil informou que mais de 100 boletins de ocorrência já foram registrados contra o profissional, e o prejuízo estimado às vítimas pode ultrapassar R$ 2 milhões. O delegado Fernando Garbelini, da Delegacia de Estelionatos, afirmou que novas denúncias seguem surgindo e que cerca de 40 pessoas já foram ouvidas formalmente.
De acordo com a investigação, o dentista utilizava os dados de cartões de crédito dos pacientes para realizar cobranças indevidas, como valores duplicados ou triplicados, e até mesmo para contratar empréstimos bancários sem autorização. Em um dos casos, uma vítima relatou que teve R$ 10 mil emprestados em seu nome após o dentista pedir o celular dela sob o pretexto de cancelar uma cobrança. O valor teria sido transferido para a conta da clínica.
Os principais alvos do esquema eram idosos, considerados mais vulneráveis. Além dos empréstimos, a polícia apurou duas outras modalidades de golpe: a cobrança de valores muito acima do combinado no momento do pagamento com cartão e a ausência de prestação dos serviços odontológicos pagos antecipadamente.
A clínica envolvida, que atua sob regime de franquia, afirmou em nota que colabora com as investigações e realiza apuração interna. A franqueadora declarou repudiar práticas ilegais e não descarta a rescisão contratual. A defesa do dentista foi procurada, mas informou que não se manifestará. Ele permanece preso à disposição da Justiça.
A Polícia Civil orienta que outras vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrência e contribuir com o avanço das investigações. O nome da clínica não foi divulgado oficialmente.















