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Sem acordo: servidores da Saúde de Maringá declaram estado de greve após mudança em escala histórica

Foto: SISMMAR

Em assembleia realizada no último sábado (11), os trabalhadores da área da Saúde de Maringá decidiram, por unanimidade, declarar estado de greve. O movimento é uma reação direta ao decreto municipal que extingue a escala 12×60, um modelo consolidado há cerca de 17 anos entre profissionais da rede.

A decisão foi tomada na sede do SISMMAR, sindicato da categoria, após tentativas de negociação com a administração municipal serem consideradas insuficientes pela entidade. Para os servidores, o fim da escala representa um retrocesso nas condições de trabalho e pode afetar tanto a vida funcional quanto o atendimento à população.

Entre as ações aprovadas estão uma manifestação no centro da cidade na próxima quinta-feira (16), acompanhamento de sessões na Câmara Municipal, além de assembleias permanentes e campanhas de conscientização.

Prefeitura aponta necessidade de ajuste e cita controle externo

Do outro lado, a Prefeitura de Maringá sustenta que a mudança é legal e necessária. De acordo com o município, o alto volume de horas extras na Saúde vinha sendo alvo de questionamentos do Ministério Público e do Tribunal de Contas. A gestão municipal afirma que a escala 12×60 foi uma exceção criada durante a pandemia e que, com o retorno à normalidade, tornou-se preciso alinhar a rotina às regras vigentes.

A administração também ressalta que a jornada de 30 horas semanais, conquista histórica da categoria, segue mantida. O que muda é apenas a distribuição das horas. A estimativa é que, com a nova escala 12×36, haja uma redução de cerca de 4 mil horas extras por mês.

Atualmente, dos 4.916 servidores da Saúde municipal, 503 atuavam no regime 12×60, e 383 deles faziam horas extras, totalizando aproximadamente 15,9 mil horas mensais.

Impasse e risco de paralisação

Embora a prefeitura defenda a legalidade da medida, o sindicato critica a falta de diálogo prévio e cobra a revogação do decreto. Com o estado de greve aprovado, a categoria pode avançar para uma paralisação total caso as negociações não avancem. O clima é de tensão, e os próximos dias devem ser decisivos para evitar um desgaste maior entre as partes e também para a população que depende dos serviços públicos de saúde.

Com informações de GMC.

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