Aneel propõe reajuste de 19,2% na conta de luz dos paranaenses a partir de junho; população pode participar de consulta pública
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu uma consulta pública para discutir um aumento médio de 19,2% nas tarifas de energia elétrica para os consumidores do Paraná atendidos pela Copel. Se aprovado, o novo valor passará a valer a partir de 24 de junho.
Atualmente, o consumidor residencial paga R$ 0,64 por quilowatt/hora. Com o reajuste, o valor subiria para R$ 0,76. O percentual foi calculado com base na revisão tarifária periódica, que ocorre a cada cinco anos. A última revisão foi em 2021, com aumento de 9,8%.
De acordo com a Aneel, os principais fatores que pressionaram o índice foram os custos com transmissão de energia e encargos setoriais, além da retirada de componentes financeiros de processos anteriores. A Copel informou que a agência havia estimado inicialmente um reajuste de 26%, mas a companhia pediu reavaliação para reduzir o impacto.
A empresa atende cerca de 5,3 milhões de unidades consumidoras no estado, a maioria residências. A Copel explica que, a cada R$ 10 pagos pelo consumidor, apenas R$ 2 ficam com a distribuidora. O restante é destinado ao sistema elétrico nacional, à compra e transmissão de energia, ao pagamento de encargos federais e a subsídios do governo federal.
Como participar da consulta pública
A população pode enviar contribuições até 22 de maio. Os e-mails para sugestões são:
cp005_2026rv@aneel.gov.br (Revisão Tarifária)
cp005_2026et@aneel.gov.br (Estrutura Tarifária)
cp005_2026pt@aneel.gov.br (Perdas Técnicas)
Além da consulta online, a Aneel realizará uma audiência pública em Curitiba no dia 29 de abril, às 9h, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Sede Centro, localizada na Avenida Sete de Setembro, 3165. O credenciamento começa às 8h30. O encontro também será transmitido pelo canal da agência.
Após o período de consultas, a Aneel homologará o novo índice, que entrará em vigor em 24 de junho. Os consumidores da região de Maringá, assim como todo o Paraná, devem ficar atentos às discussões e aos canais de participação.
Com informações de G1.