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Novas imagens mostram policial chegando ao local, discutindo e atirando contra duas mulheres à queima-roupa

Foto: Reprodução

Novas imagens de câmeras de segurança, obtidas com mais detalhes, mostram a sequência de eventos que levaram o cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale a matar a tiros duas mulheres no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na Grande Vitória, no dia 8 de abril. O crime vitimou Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos.

O vídeo mostra as vítimas sentadas em um degrau na calçada, em frente ao prédio onde moravam. Uma viatura para em frente às duas, enquanto uma segunda estaciona em uma rua perpendicular. Segundos depois, seis policiais aparecem dobrando a esquina e caminham em direção ao casal. Luiz Gustavo vai à frente. Ao se aproximar, há uma discussão. Uma das mulheres se levanta e vai em direção ao policial, que atira à queima-roupa, mais de uma vez. A outra corre para o outro lado da rua, mas o militar vai atrás e faz novos disparos.

Durante toda a ação, nenhum dos outros policiais presentes age para interromper os disparos. Após o crime, o cabo tira o colete e coloca o equipamento no chão, junto com a arma.

Contexto e investigação

O crime teve origem em uma discussão envolvendo a ex-mulher do policial, que ligou para ele relatando um desentendimento com o casal e dizendo que o filho dos dois também estaria envolvido. O cabo, que estava em função administrativa, deixou o posto e foi ao local acompanhado de outros agentes.

A Polícia Militar foi questionada sobre a saída do policial da função administrativa, sobre os agentes que o acompanhavam e sobre a conduta esperada durante a ocorrência. Até o momento, não houve retorno. Luiz Gustavo foi autuado por duplo homicídio qualificado e está preso no Quartel da PM em Maruípe, Vitória. A corporação abriu procedimento para apurar a conduta do agente e a atuação dos demais policiais presentes.

Histórico do policial

O cabo já estava afastado das atividades nas ruas desde 2022, quando matou uma mulher trans conhecida como Lara Croft durante uma abordagem. Ele ainda responde a esse processo. Há também registros de agressão a um homem em uma boate em 2020, com fraturas no maxilar, e suspeita de ter baleado outro homem em uma abordagem no mesmo ano. Neste último caso, a Justiça Militar o absolveu, mas cabe recurso.

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