Carlos Eduardo Oliveira Nunes, de 24 anos, deixou a prisão após decisão tomada durante audiência de custódia realizada na terça-feira, 26, dois dias depois do acidente que matou Alexsandro Messias Stoco, de 48 anos, em Maringá. O caso gerou revolta entre familiares da vítima, que defendiam a permanência do motorista preso.
Carlos conduzia um VW Polo na noite de domingo, 24, quando atropelou Alexsandro no Jardim Santa Rosa. Segundo as informações apuradas, o motorista estava embriagado no momento do acidente. O teste do bafômetro confirmou a ingestão de álcool, apontando índice acima do permitido pela legislação.
Após atingir a vítima, Carlos perdeu o controle do veículo e colidiu contra um poste. Inicialmente, surgiram informações de que ele teria tentado fugir do local, porém a defesa contesta a versão e afirma que o automóvel ficou impossibilitado de continuar trafegando após a batida.
Durante a audiência, o magistrado considerou que o motorista é réu primário e entendeu que, neste momento da investigação, não estavam presentes os requisitos para manutenção da prisão preventiva. A decisão acompanhou posicionamentos apresentados tanto pela defesa quanto pelo Ministério Público.
Mesmo colocado em liberdade provisória, Carlos terá de cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas, recolhimento domiciliar no período noturno, comparecimento mensal em juízo e proibição de deixar a comarca de Maringá sem autorização judicial.
A Justiça também determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pelo prazo mínimo de seis meses. Para deixar a cadeia, o motorista precisou pagar fiança equivalente a um salário mínimo, fixada em R$ 1.621.
A Polícia Civil segue investigando o caso e a situação do motorista poderá ser reavaliada após a conclusão do inquérito.















