Denarc e Choque da PM apreendem arma e munições com namorada de empresário desaparecido em Maringá

Uma operação conjunta da Polícia Civil, por meio do Núcleo de Repressão ao Tráfico de Drogas (Denarc) de Maringá, e do Batalhão de Choque da Polícia Militar resultou na prisão de uma mulher na manhã desta quarta-feira (17). A ação ocorreu após denúncias de que a suspeita estaria envolvida com o tráfico de drogas na cidade.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência dela, os policiais localizaram uma pistola calibre 9mm, de uso restrito, além de munições dos calibres 9mm e .380. Dois aparelhos celulares também foram apreendidos e passarão por perícia. Diante dos fatos, a mulher foi autuada em flagrante por posse irregular de arma de fogo e munições, sendo encaminhada à Delegacia da Polícia Civil de Maringá.
A suspeita é namorada do empresário Luiz Gustavo Mazurquini, de 41 anos, que está desaparecido há sete meses. Ele foi visto pela última vez em novembro do ano passado, após ser sequestrado quando retornava de uma escola de futebol. Embora a polícia não identifique, neste momento, envolvimento direto da mulher no desaparecimento, há suspeita de que ela possa ter omitido informações relevantes por medo ou receio de represálias. Os celulares apreendidos poderão contribuir para o avanço das investigações sobre o caso.
De acordo com a Polícia Civil, o empresário não possuía antecedentes criminais, mas teria ligações com atividades ilícitas. A suspeita é de que ele integrasse um grupo conhecido como “Piratas do Asfalto”, especializado em roubos de cargas na região de Maringá. Uma das linhas de investigação aponta que o grupo teria roubado uma carga de drogas pertencente a uma facção criminosa. Em razão desse episódio, o empresário teria sido sequestrado, levado ao Paraguai e executado por integrantes da organização.
Outro fato que chama a atenção dos investigadores é o histórico de relacionamentos da mulher. Ela já teria mantido relacionamento com outro homem apontado como integrante do tráfico de drogas em Maringá, que posteriormente foi assassinado. Apesar da coincidência, a polícia não atribui qualquer responsabilidade à suspeita pelos casos, mas busca esclarecer se ela possui informações que possam auxiliar nas apurações.
O delegado Leandro Roque Munin, chefe do Núcleo da Denarc, destacou a importância da atuação integrada entre as forças de segurança. “O trabalho de investigação qualificada e a cooperação entre os órgãos de segurança são fundamentais para identificar possíveis vínculos com organizações criminosas e retirar de circulação armas que poderiam ser utilizadas na prática de delitos”, afirmou.
As investigações prosseguem para apurar a eventual participação da suspeita em crimes de associação para o tráfico, além de esclarecer o desaparecimento do empresário e identificar todos os envolvidos. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos canais oficiais, com garantia de sigilo.