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PM que matou Thawanna é efetivada como soldado duas semanas após o crime; corporação nega promoção

Foto: Reprodução

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, responsável pelo disparo que matou Thawanna da Silva Salmazio, de 31 anos, no dia 3 de abril em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, foi oficialmente enquadrada como soldado da corporação. A mudança foi publicada no Diário Oficial na última sexta-feira (17), duas semanas após o crime.

Yasmin ocupava até então a função de Soldado PM 2ª Classe, etapa inicial da carreira. Com a publicação, ela passa a ser designada apenas como Soldado PM. A alteração ocorre por força da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026, que extinguiu a antiga divisão entre soldados de primeira e segunda classes, unificando a graduação sob uma única nomenclatura.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que não houve promoção. A corporação explicou que a mudança reflete apenas o cumprimento da nova lei e que o ajuste salarial de R$ 480 corresponde à equiparação remuneratória automática garantida a todos os policiais que ocupavam a extinta segunda classe. A PM também esclareceu que não existe a figura de estagiário na instituição: após a fase de aluno soldado, o policial já atua como soldado.

Yasmin foi afastada das funções logo após a morte de Thawanna. Ela havia sido aprovada no concurso da Polícia Militar em novembro de 2024 e tomou posse em janeiro de 2025. No momento do disparo, ela estava em estágio supervisionado e não utilizava câmera corporal.

Imagens de câmeras corporais de outro policial que estava na viatura mostram a sequência da discussão. O veículo bateu o retrovisor no braço do marido de Thawanna, Luciano dos Santos. O policial que dirigia deu ré e iniciou uma discussão. Yasmin desembarcou e também discutiu com a vítima. Por volta das 3h, ela efetuou o disparo. Thawanna ficou caída no chão e aguardou atendimento por cerca de 30 minutos, mesmo com um hospital municipal a menos de quatro quilômetros do local.

Após a morte, moradores da região fizeram um protesto com barricadas e fogo em objetos. O Corpo de Bombeiros e o Choque foram acionados. Não houve feridos ou presos. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que as imagens das câmeras corporais serão analisadas e que os policiais envolvidos foram colocados em funções administrativas até o fim das investigações. O caso foi registrado no 49º Distrito Policial como resistência.

Com informações de Metrópoles.

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