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Dono de pizzaria é indiciado após morte de cliente e surto com mais de 100 pessoas intoxicadas na Paraíba

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigou o surto de intoxicação alimentar ocorrido em março deste ano em Pombal, no Sertão do estado. O proprietário da pizzaria La Favoritta, Marcos Antônio, foi indiciado por crime contra as relações de consumo. O caso deixou 117 pessoas doentes e uma vítima fatal, a servidora pública Raissa Maritein Bezerra e Silva, que morreu dois dias após consumir o alimento.

De acordo com as apurações, na noite do dia 15 de março dezenas de pessoas deram entrada em unidades de saúde com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, palidez e sudorese. Exames laboratoriais realizados pelo Instituto de Polícia Científica identificaram a presença de bactérias como Escherichia coli e estafilococos coagulase positivos no molho de tomate e nas pizzas analisadas. A carne, quando examinada ainda na origem, não apresentou contaminação, indicando que o problema ocorreu durante o processo de manipulação dentro da pizzaria.

Os laudos também confirmaram contaminação bacteriana nos exames das vítimas e apontaram que a morte de Raissa decorreu de infecção intestinal aguda grave. Exames descartaram a presença de substâncias tóxicas exógenas, como venenos ou entorpecentes.

Apesar da comprovação do surto e das irregularidades sanitárias, a investigação não conseguiu individualizar a conduta de um agente específico que tenha causado diretamente a contaminação. Por essa razão, não foi possível atribuir o resultado morte ou as lesões ao proprietário sob o aspecto penal. No entanto, a Polícia Civil concluiu pelo enquadramento no crime contra as relações de consumo, previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei 8.137/90, considerando o número expressivo de vítimas.

O estabelecimento permanece interditado pela Vigilância Sanitária, e a polícia representou também pela interdição judicial. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.

Em vídeo divulgado durante as investigações, o empresário Marcos Antônio lamentou o ocorrido, prestou solidariedade às vítimas e afirmou ter procurado os órgãos de fiscalização por iniciativa própria. “Todos nós queremos respostas, eu como proprietário, as pessoas que foram afetadas e os familiares também”, disse. O caso segue para análise da Justiça.

Com informações de Metrópoles.

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