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Megaoperação do Gaeco cumpre 559 mandados em quatro estados; no Paraná, ações ocorreram em Maringá e outras 33 cidades

Foto: Divulgação/MPPR

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná deflagrou na manhã desta segunda-feira (15) a Operação Panóptico, considerada uma das maiores ações já realizadas contra organizações criminosas no estado. Foram cumpridos 559 mandados judiciais, sendo 304 de prisão e 255 de busca e apreensão, em 38 cidades de quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Os alvos têm relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). No Paraná, as ordens foram executadas em 34 municípios, incluindo Maringá.

As investigações, conduzidas pelos dez núcleos do Gaeco no Paraná desde o final de 2025, apontaram que a facção criminosa atua de dentro de presídios, ordenando crimes em todo o país. Cerca de mil policiais civis, militares, penais e equipes da Polícia Científica participaram da ação. Duzentos e cinquenta e cinco mandados de busca e 176 de prisão foram cumpridos dentro de unidades prisionais.

No Paraná, as ordens foram executadas em 34 municípios, entre eles Maringá, Londrina, Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Sarandi, Umuarama e Paranavaí. Fora do estado, houve cumprimento de mandados em Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

O nome da operação, Panóptico, deriva do conceito de vigilância perpétua e onipresente, uma referência à ideia de que o Estado está observando constantemente as atividades criminosas. O objetivo é enfraquecer a atuação da facção, arrecadar provas, elucidar outros crimes e impedir que as atividades ilícitas prossigam.

Durante o cumprimento de um mandado na região de Londrina, um policial foi baleado. Ele foi socorrido e, segundo o batalhão local, não corre risco de morte.

A operação segue as diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne os Gaecos de todo o país e atua de forma integrada com polícias, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal. As investigações continuam e novas medidas podem ser adotadas.

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