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Investigado por invasão de sistemas policiais e venda de dados é preso em ação que começou em Maringá e terminou no Paraguai

Foto: Divulgação

Um homem investigado por comandar um esquema nacional de cibercrimes foi preso na quarta-feira (29) após uma operação integrada entre forças policiais de diferentes estados e apoio internacional. A ação contou com participação direta da inteligência policial de Maringá e revelou detalhes do funcionamento do esquema.

A Polícia Civil do Paraná, em apoio à Polícia Civil do Tocantins, participou da prisão do principal investigado de um esquema de cibercrimes com atuação em todo o país. A ação faz parte da Operação Rollback e foi deflagrada a partir de investigações sobre ataques virtuais contra policiais civis tocantinenses.

De acordo com as apurações, o suspeito utilizava técnicas de phishing para capturar credenciais de acesso a sistemas institucionais de segurança pública. Com essas informações, ele realizava consultas ilegais e comercializava os dados em ambientes clandestinos na internet.

No Paraná, o setor de inteligência da Delegacia de Estelionato de Maringá teve papel fundamental ao identificar endereços ligados ao investigado. A partir dessas informações, foram cumpridos, também na quarta-feira (29), mandados de busca e apreensão em imóveis na cidade de Paranavaí.

Durante as diligências, o alvo não foi encontrado em sua residência. No entanto, levantamentos indicaram que ele estaria no Paraguai, na cidade de Salto del Guairá. Com a integração entre autoridades brasileiras e paraguaias, o suspeito foi localizado, preso e entregue na fronteira ainda na mesma quarta‑feira (29). Atualmente, ele está recolhido em uma unidade penal no Paraná e deve ser transferido para o Tocantins, onde as investigações continuam.

Nas buscas realizadas em Paranavaí, os policiais apreenderam um computador em uma residência localizada em condomínio de alto padrão, além de uma arma de fogo calibre 9 mm encontrada em uma empresa vinculada ao investigado. Outros desdobramentos da investigação seguem em andamento, com o objetivo de identificar possíveis cúmplices e ampliar o alcance das apurações.

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