O Maringá FC voltou a decepcionar sua torcida na noite desta segunda-feira (15). Jogando no Estádio Willie Davids, o Dogão ficou no empate por 0 a 0 contra o Maranhão, em partida válida pela 10ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. O resultado, somado a uma atuação apática e sem criatividade, gerou fortes vaias da torcida. Os torcedores que compareceram ao estádio manifestaram sua insatisfação de forma contundente.
A diretoria do clube tentou medidas para atrair o público. Até as 13h do dia da partida, era possível garantir ingresso gratuito para o Setor Descoberto do WD mediante cadastro no aplicativo oficial do Maringá FC. Após esse prazo, a diretoria manteve uma promoção de meia-entrada para quem doasse ração ou um quilo de alimento não perecível. Apesar das iniciativas, o público seguiu baixo. Pouco mais de 1,8 mil pessoas compareceram ao Willie Davids, número que escancara o desinteresse da torcida e a falta de conexão entre o time e seu próprio público. Rodada após rodada, a adesão segue modesta — e a mensagem é clara: até de graça, o “espetáculo” oferecido não tem atraído.
Primeiro tempo morno e sem inspiração
A etapa inicial foi marcada pelo equilíbrio e pela falta de criatividade. O Maringá até tentou controlar a posse, mas encontrou dificuldades para furar o bloqueio defensivo do Maranhão, que veio a Maringá com uma postura conservadora e clara intenção de segurar o empate. A melhor chance do primeiro tempo foi dos visitantes: Felipe Cruz finalizou rasteiro, mas o goleiro Guilherme Neto fez a defesa com segurança. Do lado do Dogão, pouco ou nada de perigo foi criado. O time chegou à intermediária de ataque, mas travava na hora de finalizar.
Segundo tempo de pressão, mas sem eficiência
Na volta do intervalo, o Maringá tentou ser mais agressivo. Logo aos quatro minutos, Caíque Calito cabeceou firme e acertou o travessão, na melhor oportunidade da partida. Jhow, em seguida, arriscou de primeira, mas mandou por cima. Camarão cruzou para Calito, que obrigou o goleiro Jean a fazer grande defesa. A torcida se animou, mas a reação não veio. Aos 25 minutos, a paciência se esgotou, e as vaias começaram a ecoar no estádio.
O técnico Moisés Egert promoveu substituições: Raí, Cheron e Danielzinho entraram, mas nenhuma das mudanças surtiu efeito. O time continuou esbarrando na forte marcação adversária. O Maranhão, que durante todo o jogo pouco se preocupou em atacar, viu sua estratégia dar certo. Nos minutos finais, o Dogão quase perdeu. Aos 45 do segundo tempo, o goleiro Guilherme Neto fez um milagre e salvou o empate. O 0 a 0 se manteve, e as vaias vieram em tom mais alto e forte.
Cenário preocupante e próximos desafios
Com o resultado, o Maringá chegou a 14 pontos e foi para a 11ª colocação, momento em que o time está fora da zona de classificação para a próxima fase. O pior: o desempenho não mostra evolução. A equipe teve dias de treino, mas parece ter piorado. A falta de criatividade, a lentidão nas transições e a ausência de jogadas ensaiadas são sintomas de um time que não encontra seu caminho.
Agora, o Dogão enfrenta uma sequência complicada. No domingo (21), viaja a Caxias do Sul para enfrentar o Caxias. Depois, no dia 27, vai a Limeira. O retorno ao Willie Davids só acontecerá no dia 4 de julho, contra o Volta Redonda. Até lá, a pressão sobre o elenco e a comissão técnica tende a aumentar. Se o futebol apresentado até agora for mantido, a reação pode vir tarde demais. A torcida, que já se mostra desiludida, não deve aceitar por muito tempo um desempenho tão abaixo do esperado.















