A Polícia Civil do Paraná anunciou, na tarde desta segunda-feira (18), a prisão temporária de uma mulher de 23 anos suspeita de fornecer apoio financeiro e logístico ao principal investigado do desaparecimento de duas primas de 18 anos no interior do estado. A prisão ocorreu na sexta-feira (15) em Paraguaçu Paulista, no oeste de São Paulo, próximo à divisa com o Paraná.
Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril em uma casa noturna em Paranavaí, na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que está foragido. A principal linha de investigação da Polícia Civil é a de duplo homicídio.
Segundo o delegado Luís Fernando Alves Silva, de Cianorte, a mulher presa é ex‑companheira do suspeito. As investigações apontam que Clayton estaria usando contas bancárias em nome dela para se manter foragido. Além da prisão, os policiais cumpriram mandados de busca em três endereços em Paraguaçu Paulista e apreenderam um celular, que passará por perícia.
Clayton, conhecido pelos apelidos “Dog Dog” e “Sagaz”, tem mandado de prisão temporária expedido pela Justiça e é considerado foragido. Ele possui extensa ficha criminal, com condenações por tráfico de drogas e roubo agravado. Em 2008, foi preso na Operação Chaves, acumulando condenação de mais de 18 anos. Em 2022, envolveu-se no roubo à residência de um ex‑prefeito de Cambira, também sendo condenado à revelia. O suspeito tem diversas passagens por porte de armas e uso de celular na prisão.
O último contato das famílias com as jovens foi na noite de 20 de abril. Depois da festa em Maringá, as primas tinham a intenção de seguir para Porto Rico, às margens do Rio Paraná. Clayton, que conhecia Letycia, buscou as duas e viajou com elas em uma caminhonete preta. Após o registro na boate, não houve mais contato. A investigação segue em caráter prioritário e sigiloso. As defesas dos envolvidos não foram localizadas.
Com informações de GMC.















