A Platinense CRZEnge voltou de Maringá com um ponto na tabela após o empate em 1 a 1 diante do Seleto Maringá, pela Série Bronze do Campeonato Paranaense de Futsal. Mas, pelo relato da equipe visitante, a viagem deixou algo além do resultado: uma forte insatisfação com a estrutura encontrada no tradicional Ginásio Chico Neto.
E talvez a maior surpresa nem tenha sido a crítica em si, mas o endereço dela. Quando se fala em Maringá e esporte, o Ginásio Chico Neto costuma aparecer como símbolo de grandes eventos, decisões e competições nacionais. Justamente por isso, a expectativa da delegação era outra. Segundo o diretor Cláudio Bitencourt, o que a equipe encontrou foi um cenário distante do imaginado. A delegação saiu de Santo Antônio da Platina desfalcada, com cinco atletas fora da partida, e ainda se deparou, segundo ele, com problemas estruturais no local do confronto.
“A gente imagina encontrar uma estrutura organizada, limpa, esperando as equipes, mas não foi isso que vimos. Encontramos um ginásio depreciado, sujo, com vazamentos nos vestiários e estrutura muito fraca”, afirmou.
As reclamações não pararam nos vestiários. Bitencourt citou a baixa presença de público e disse ter estranhado a ausência até de serviços básicos no local. “Não tinha sequer alguém vendendo água no ginásio”, declarou.
A quadra também entrou na lista de críticas. Segundo o dirigente, o piso teria recebido uma substância utilizada após uma partida de handebol realizada anteriormente, deixando a superfície excessivamente aderente. Conforme o relato, isso dificultava a movimentação dos atletas e aumentava o risco de lesões. O diretor citou, inclusive, situações envolvendo os jogadores Tarzan e David.
Dentro de quadra, a avaliação foi de superioridade da equipe visitante. O Maringá abriu o placar utilizando goleiro-linha, mas a Platinense empatou ainda no primeiro tempo com Cisco, após assistência de Sagui. Para Bitencourt, o goleiro Jason, da equipe maringaense, foi decisivo no resultado ao realizar defesas importantes ao longo da partida.
Na reta final ainda houve reclamações contra a arbitragem, especialmente em um lance envolvendo o atleta David que, na avaliação da diretoria, poderia resultar em mais um tiro livre para a equipe visitante.
No fim, a Platinense deixou Maringá com um empate. Mas pelas declarações após a partida, a impressão é que o placar foi o assunto menos discutido na volta para casa.
Com informações da Ta no Site.















