Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17), após sofrer uma parada cardíaca em sua residência, em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo. A morte foi confirmada pela família, que informou que o velório será reservado, atendendo ao desejo por um momento íntimo.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar construiu uma trajetória que marcou gerações dentro e fora das quadras. Ao longo da carreira, tornou-se o maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos, e também o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, somando 1.093 pontos em cinco edições disputadas com a Seleção Brasileira.
Entre seus feitos mais emblemáticos está a histórica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando a equipe brasileira venceu por 120 a 115, quebrando uma longa invencibilidade dos norte-americanos em casa.
Oscar iniciou a carreira ainda jovem, destacando-se nas categorias de base do Palmeiras e, posteriormente, defendendo clubes como Sírio, Corinthians e Flamengo, além de atuar por mais de uma década no basquete italiano. Encerrou a carreira profissional em 2003, aos 45 anos, após mais de 30 anos no esporte.
Nos últimos anos, enfrentou um tumor cerebral diagnosticado em 2011, passando por tratamento até 2022. Durante esse período, tornou-se símbolo de resiliência e superação, mantendo uma postura otimista e inspiradora.
Fora das quadras, também atuou como palestrante e manteve forte presença pública, sendo reconhecido não apenas pelos feitos esportivos, mas pela personalidade marcante e pela forma como lidou com desafios pessoais.
Oscar Schmidt deixa a esposa, Maria Cristina, com quem era casado desde 1981, os filhos Felipe e Stephanie, além de irmãos e familiares. Seu legado permanece como um dos mais relevantes da história do esporte brasileiro, inspirando atletas e admiradores em todo o mundo.
Com informações de Revista Quem.















