A 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá concluiu o inquérito sobre o incêndio que matou seis pessoas no Instituto Terapêutico Liberte-se e indicou que os 21 internos estavam sedados e trancados com cadeados no momento das chamas. A perícia descartou curto-circuito e apontou indícios de que um cigarro e um isqueiro achados na cena podem ter relação com o início do fogo.
Cinco pessoas foram indiciadas: dois administradores da chácara 420, um da chácara 470 e dois monitores. Eles responderão por homicídio doloso, tentativa de homicídio, cárcere privado, maus-tratos e exercício ilegal da profissão. As unidades seguem interditadas.
Dois responsáveis, Douglas Costas de Oliveira Ramos e Jockcelane Lima de Sousa, estão presos preventivamente desde setembro. Um terceiro administrador está foragido. A clínica não tinha alvará nem liberação do Corpo de Bombeiros.
O incêndio ocorreu em 31 de agosto no Núcleo Rural Boqueirão e deixou seis mortos e 12 feridos. Cinco vítimas morreram no local; Luiz Gustavo Ferrugem Komka, de 21 anos, morreu semanas depois por inalação de fumaça.
Depoimentos e vistorias indicam ausência de medidas básicas de segurança: não havia extintores, rotas de fuga, detectores de fumaça, vigilância ou plano de evacuação. As portas estavam trancadas por fora e as janelas tinham grades, o que impediu a fuga dos internos.
O proprietário admitiu à polícia que a única porta de entrada e saída estava cadeada e que a unidade funcionava sem as licenças exigidas. O inquérito foi enviado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios para análise.
Com informações de Metrópoles.















