Comissão Processante quer saber se Câmara orientou ex-assessor de Ana Lúcia a fazer denúncia

A Comissão Processante da Câmara de Maringá que apura uma denúncia de possível assédio moral contra a vereadora Professora Ana Lúcia (PDT) quer saber se a própria instituição orientou o ex-assessor que fez a denúncia. Um requerimento solicitando esclarecimentos da Procuradoria Jurídica do Legislativo foi protocolado pelo vereador Luiz Neto (Agir), relator da comissão, na última terça-feira (4).
Na terça, a comissão ouviu o depoimento do ex-assessor Vinícius de Oliveira França, que acusa a parlamentar de assédio. Durante a fala, de pouco mais de duas horas, ele relatou possíveis situações de constrangimento na rotina de trabalho e a determinação de que atuasse em pautas que, supostamente, não teriam relação com a atividade parlamentar da vereadora.
Em determinado momento, a defesa de Ana Lúcia questionou Vinícius sobre como foi o processo de protocolo da denúncia e se houve orientação de algum profissional da Casa. Ele afirmou que buscou informações no setor de Protocolo apenas sobre o caminho formal para a denúncia, mas que a decisão de denunciar partiu dele. Procurado pela reportagem nesta sexta-feira (7), Vinícius disse que não comentaria o assunto.
O relator Luiz Neto afirmou que a responsabilidade da relatoria é assegurar que todas as afirmações feitas no processo sejam submetidas ao mesmo rigor técnico.
“Quem faz uma acusação perante uma Comissão Processante assume a responsabilidade de demonstrá-la. A relatoria não trabalha com versões, trabalha com provas. Meu compromisso é garantir um procedimento sério, imparcial e conduzido dentro da lei, preservando os direitos de todos os envolvidos e buscando a verdade dos fatos.”
Os trabalhos da comissão terão continuidade na próxima semana. Na quinta-feira (13), estão previstos os depoimentos das testemunhas de defesa indicadas por Ana Lúcia.
Com informações de Maringá Post.
