Pacientes internadas em uma das enfermarias femininas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, enfrentam os últimos momentos de vida sem acesso à televisão. O único aparelho disponível no local está quebrado desde outubro de 2025. O espaço atende pessoas em cuidados paliativos, que não podem mais voltar para casa e, muitas vezes, já não conseguem ler ou usar o celular, restando a TV como única forma de distração.
Na última semana, a enfermaria abrigava três mulheres e seus acompanhantes. Uma delas faleceu no domingo (8). Sobre o televisor, um cartaz colado na tela informava o “termo de obsolescência”. De acordo com a UFPR, o reparo custaria R$ 600, mas uma TV nova de modelo semelhante sai por R$ 700, o que levou à decisão de não consertar o aparelho.
A universidade informou que o processo de substituição está em andamento, mas envolve etapas burocráticas por se tratar de um bem público, patrimônio da UFPR cedido ao hospital. “O processo de desfazimento e substituição deste bem tem etapas adicionais a serem cumpridas, mas encontra-se em andamento. O CHC-UFPR lamenta a morosidade do processo, mas está tomando as medidas possíveis para resolver esta situação”, disse em nota.
Não há previsão de quando as pacientes terão acesso a um novo televisor.
Com informações de Jornal Plural.















