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Ituano goleia Maringá com time reserva e expõe fragilidade de elenco supostamente montado para brigar por Série B; falha de Tony e expulsão de Travassos selam noite desastrosa

Foto: Henrique Cesar

O Maringá FC sofreu sua segunda derrota em quatro rodadas na Série C do Brasileiro na noite deste domingo (26). Jogando no Estádio Novelli Júnior, o time paranaense foi atropelado pelo Ituano por 4 a 1, em uma partida que expôs não apenas erros individuais, mas também um planejamento de elenco questionável. O adversário, vale registrar, atuou com equipe mista, poupando titulares para a decisão da semifinal da Série A2 do Paulistão. Ou seja: o Maringá foi goleado por um time reserva.

A noite começou com um presságio de azar. Aos 13 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Dogão sobre Caíque Calito, mas voltou atrás após consulta à assistente. Aos 22, o zagueiro Gabriel Travassos foi expulso ao derrubar Razera, que partia sozinho para o gol. Com um a menos, o time se desorganizou. Aos 25, Léo Passos abriu o placar de cabeça, e aos 43, Razera ampliou. No segundo tempo, Razera fez o terceiro e, aos 35, o goleiro Tony protagonizou um lance bizarro: tentou driblar o atacante Stefanello dentro da área, perdeu a bola e viu o adversário empurrar para o gol vazio. Rafael descontou aos 41, mas o resultado já estava definido.

Elenco fraco e contradição da diretoria

A diretoria do Maringá anunciou publicamente como meta o acesso à Série B. No entanto, a montagem do elenco neste ano tem seguido um caminho inverso. Jogadores que foram importantes na temporada passada foram dispensados sem justificativa clara. Nomes de peso foram negociados, e as reposições chegaram com nível técnico visivelmente inferior. Além disso, é recorrente ver atletas sendo escalados fora de posição, o que compromete o rendimento coletivo.

Tony, que vinha sendo mantido como titular mesmo após falhas em jogos anteriores, voltou a comprometer. A tentativa de drible aos 35 minutos do segundo tempo foi um ato de irresponsabilidade que transformou uma goleada já dura em vexame. Enquanto isso, o experiente goleiro Dheimison, ídolo da torcida, atleta que mais vezes vestiu a camisa do clube, foi dispensado sem muitas explicações.  Além de Dheimison, outros atletas importantes foram negociados sem compensação financeira ao clube, dispensados, emprestados e etc., movimentações que, sinceramente, não entendo a lógica, atletas bons saem, incógnitas chegam.

O técnico Moisés Egert, suspenso neste domingo, viu seu auxiliar Ivan Campanari comandar uma equipe desorganizada, que sentiu a expulsão de Travassos e nunca mais se encontrou em campo. A sequência de más escolhas na formação do grupo cobra o preço agora. A Série C é longa, mas o desempenho apresentado até aqui, especialmente diante de um concorrente direto que atuou com time reserva, acende um alerta vermelho.

Na próxima rodada, o Maringá recebe o Itabaiana no Willie Davids. Mais do que três pontos, a equipe precisa dar uma resposta à torcida e mostrar que há consistência para, ao menos, sonhar com a briga pelo acesso. Caso contrário, o discurso da diretoria ficará cada vez mais distante da realidade vista em campo.

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