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Filho de Popó pede desculpas após agredir Wanderlei Silva em briga generalizada no Spaten Fight Night

Foto: William Lucas e Gaspar Nóbrega/Inovafoto

Novas imagens divulgadas pela transmissão da Globo esclareceram a confusão que marcou o fim da luta entre Acelino Popó Freitas e Wanderlei Silva no Spaten Fight Night, em São Paulo. Elas mostram o momento em que Rafael Freitas, filho do tetracampeão mundial de boxe, acerta um soco em Wanderlei, que caiu desacordado e ensanguentado no ringue.

O golpe aconteceu logo após o anúncio da vitória de Popó por desclassificação de Wanderlei, que havia utilizado a cabeça de forma irregular em três oportunidades. A briga generalizada teve início com integrantes do corner dos dois lutadores e rapidamente envolveu outras pessoas.

Nas imagens, Rafael aparece ainda segurando um dos cinturões do pai antes de atingir Wanderlei. O ex-lutador de MMA ficou desacordado por alguns minutos, recebeu atendimento médico no local e foi encaminhado ao Hospital São Luiz, na Zona Sul de São Paulo. Ele passou por exames e sutura e recebeu alta na madrugada de domingo (27).

A versão de Rafael Freitas

Em entrevista ao Fantástico, Rafael afirmou ter agido em “legítima defesa” e pediu desculpas a Wanderlei:

— Quando eu percebi, começou aquela confusão generalizada, iniciada pela equipe do Wanderlei, pelo filho dele, pelo treinador André Dida e pelo Werdum. Quando eu vi todos eles agredindo o meu pai e meus irmãos, eu entrei em legítima defesa. No calor daquele momento, eu só pensei em me defender e defender a minha família — disse Rafael.

— Eu quero pedir desculpas ao Wanderlei e à família dele. Não foi minha intenção — completou.

Processo judicial

O advogado de Wanderlei, Claudio Dalledone, afirmou que entrará com ação contra Rafael, que pode responder inclusive por tentativa de homicídio. “As imagens são claras. Wanderlei estava indefeso e foi atacado de forma covarde”, declarou.

Popó também fala

Popó desembarcou em Salvador neste domingo com hematomas no rosto e o olho roxo. Ele afirmou que foi agredido pelo treinador de Wanderlei, André Dida, durante a confusão:

— O meu machucado não foi na luta. Foi o treinador dele que me deu uns sete, oito socos. Nunca aconteceu algo parecido em 35 anos de carreira. O boxe não é isso. O esporte não promove esse tipo de situação — lamentou.

Repercussão

A patrocinadora oficial do evento, a Spaten, divulgou nota repudiando os episódios de violência:

“Acreditamos que o espírito esportivo e o respeito às regras devem sempre prevalecer. Reprovamos os eventos que ocorreram após o término da última luta, que não representam esses princípios.”

Com informações de GE.

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