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Depois do tombo, a reação: Maringá goleia Ypiranga fora de casa por 4 a 1

Foto: Fernando Teramatsu/MFC

O Maringá FC entrou em campo no sábado (16) em Erechim, no Rio Grande do Sul, precisando provar que a goleada de 5 a 0 sofrida para o Guarani em casa havia sido apenas um pesadelo passageiro. Será que o time de Moisés Egert conseguiu dar a resposta na altura? Jogando no estádio Colosso da Lagoa, o Dogão não só venceu o Ypiranga por 4 a 1, como construiu a vitória de forma madura, consistente e com certa tranquilidade. Foram três pontos que valem ouro, que talvez devolveram a confiança e recolocaram o time na briga pela parte de cima da tabela.

O começo, no entanto, não foi dos mais animadores. O Ypiranga, como era de se esperar, quis aproveitar o fator casa e partiu para cima. Aos 12 minutos, Estevão soltou uma bomba de fora da área e abriu o placar. Guilherme Neto, no gol, chegou atrasado. Seria mais uma noite de sofrimento? Dessa vez, não.

Kelvi Gomes, que havia falhado na origem do gol adversário, mostrou personalidade. Aos 21, ele cobrou falta com categoria, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro. Empate. O Maringá não se abateu. Pelo contrário, começou a acreditar. A virada veio nos acréscimos do primeiro tempo: Negueba cobrou escanteio, Gabriel Travassos subiu mais que todo mundo e testou firme para o fundo da rede. 2 a 1. 

O time esperou o adversário, marcou forte no meio e explorou as jogadas de bola parada e os contra-ataques. No segundo tempo, a estratégia se confirmou. Logo aos oito minutos, Adeílson lançou Calito pela direita, que cruzou para trás. Lucas Bonifácio, que havia entrado no lugar de Pira, bateu de primeira e ampliou. 3 a 1. O Ypiranga tentou reagir, mas esbarrou numa defesa mais organizada e num sistema defensivo que, desta vez, não deixou espaços.

A pá de cal veio aos 38 minutos. Ronald Camarão, que tinha saído do banco minutos antes, cobrou falta com perfeição no primeiro pau. O goleiro Gabriel, que esperava um cruzamento, foi surpreendido e viu a bola morrer no fundo da rede. 4 a 1. Goleada consolidada, e o Gigante da Lagoa ficou em silêncio.

O placar final não deixa dúvidas: este Maringá tem problemas defensivos (são 19 gols sofridos em sete jogos), mas também tem um ataque que já marcou 18 vezes. O equilíbrio ainda está em construção, como reconhece o próprio Egert. A diferença é que neste sábado o time mostrou uma postura responsável, sem afobação, e com a certeza de que, quando joga dentro de suas possibilidades, pode bater de frente com qualquer um na Série C.

Agora, o Dogão volta ao Willie Davids. No sábado (23), recebe o Santa Cruz. A missão é confirmar a recuperação, dar sequência aos bons resultados e, quem sabe, transformar a gangorra de emoções em uma estabilidade digna de um candidato ao acesso. Porque, como se viu em Erechim, quando quer, esse time tem raça.

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