A advogada Juliane Suellen Vieira dos Reis, que ganhou destaque após salvar a própria mãe e o primo de um incêndio em um apartamento em Cascavel, no oeste do Paraná, em outubro do ano passado, usou as redes sociais na quarta-feira (3) para criticar a atuação do Corpo de Bombeiros no resgate. Ela ficou em coma por dois meses e teve 63 por cento do corpo queimado.
Em uma série de vídeos, Juliane afirma que os socorristas a retiraram do local em meio às chamas e questiona a decisão, sugerindo que outras formas de resgate seriam possíveis. “Se eu soubesse que eles iriam tentar me matar, me tirando pelo fogo, me derrubando no fogo… Eu teria pulado, com certeza. Melhor morrer de uma queda, que é de uma vez só, do que morrer queimado”, desabafou.
Ela sugere que poderiam ter usado uma corda para que ela descesse ao andar de baixo ou a mantido no terraço até o fogo ser controlado. A advogada também criticou a falta de equipamentos, como uma escada adequada, e afirmou que os bombeiros usaram apenas um cobertor de pelúcia para protegê-la das chamas. “Cascavel tem quase 400 mil habitantes. É inadmissível que os bombeiros não tivessem uma escada. Eu não culpo fulano de tal, eu culpo o Estado”, declarou.
Após a repercussão, Juliane rebateu críticas de que estaria sendo oportunista ao cogitar processar o Estado. Ela mostrou as sequelas das queimaduras no braço e mencionou ferimentos na garganta e traqueia. “Um milhão de reais ou um braço saudável? Um milhão de reais ou seu corpo de volta? […] Vocês acham que algum dinheiro no mundo paga a saúde da gente?”, questionou.
A advogada ressaltou que, ao retirar a mãe e o primo do apartamento em chamas, não sofreu ferimentos. Durante o resgate feito pelos bombeiros, no entanto, foi derrubada no chão e queimada. Ela afirma que a tenente responsável disse ter seguido os protocolos, mas critica o procedimento: “Então, o salvamento deles é tirar vocês pelo fogo também”.
A família de Juliane não foi localizada para comentários. O Corpo de Bombeiros não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Com informações de BandaB.














