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Donos de guincho no Paraná reclamam de cobrança de pedágio em veículos transportados; concessionária diz que corrige registros

Fotos: Cedidas

Proprietários de guinchos na região Norte do Paraná estão enfrentando problemas com a cobrança de pedágio em pórticos do sistema Free Flow para veículos que estão sendo transportados. Três guincheiros relataram ao g1 que, em pelo menos seis viagens, os automóveis carregados em seus caminhões também receberam a cobrança por meio das placas ou TAGs. Para evitar o transtorno, alguns passaram a cobrir as placas dos veículos transportados.

Thiago da Silva, dono de um guincho em Maringá, contou que uma caminhonete levada por ele até São Paulo foi cobrada ao passar pelo pórtico de Mandaguari. O cliente optou por pagar a tarifa. Na volta, ele transportou outra caminhonete e decidiu cobrir a placa para evitar nova cobrança. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a prática não é considerada infração, pois veículos transportados passam a ter condição de objetos.

Outro guincheiro, que não quis se identificar, disse que em três ocasiões seus clientes receberam cobranças. Ele também passou a cobrir as placas usando panos ou uma placa própria com a identificação do autossocorro. Cleverson dos Santos relatou que, em duas vezes, os veículos transportados foram cobrados no pedágio de Presidente Castelo Branco. Em uma delas, ele transportava três carros sobre o guincho e um em uma estrutura chamada “asa delta”. Todos os quatro foram cobrados. Ele optou por pagar as tarifas para que os clientes não fossem prejudicados.

A concessionária EPR Paraná, responsável pelos trechos, informou que os registros pontuais de duplicidade são corrigidos após conferência e validação técnica. A empresa orienta os usuários a entrarem em contato pela Ouvidoria pelo telefone 0800 369 0376 ou pelo e-mail ouvidoria@eprparana.com.br.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) esclareceu que veículos transportados sobre caminhão‑guincho particular são considerados carga e, portanto, não devem gerar cobrança autônoma. A cobrança deve incidir apenas sobre o veículo que trafega, ou seja, o guincho. Eventuais cobranças indevidas podem ocorrer por falhas na leitura de tags ou placas. O usuário deve procurar a concessionária para correção. A ANTT afirmou que acompanha a operação e pode adotar medidas regulatórias se constatadas falhas sistêmicas.

Com informações de G1.

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