A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná decidiu desclassificar a acusação contra José Rodrigo Bandura, acusado de atear fogo na ex-companheira em Maringá. Com a decisão, ele deixa de responder por tentativa de feminicídio e passa a responder por lesão corporal grave.
O acórdão foi publicado em 15 de maio. Os desembargadores acolheram recurso da defesa, que sustentou que o acusado teria se arrependido logo após o ataque e prestado auxílio à vítima, afastando, segundo a decisão, a intenção de matar. Apesar da mudança na tipificação, José Rodrigo segue preso preventivamente.
O Ministério Público informou que o caso foi encaminhado ao setor de Recursos Criminais, que analisará a possibilidade de recorrer. A 23ª Promotoria de Justiça de Maringá também deve se manifestar pela manutenção da prisão preventiva.
A vítima sobreviveu, mas sofreu queimaduras em cerca de 30% do corpo, incluindo rosto, cabeça e tórax. Ela permaneceu internada por mais de 40 dias, passou por cirurgia e ficou na UTI. Após a decisão, afirmou ter recebido a notícia com revolta e desespero.
O crime ocorreu em 4 de junho de 2025, no Jardim Oriental, em Maringá. Segundo a denúncia, o acusado teria usado um acendedor de churrasqueira e um isqueiro para incendiar a então companheira, de 47 anos. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação.
A investigação também aponta registros anteriores envolvendo violência doméstica. Em dezembro de 2024, a própria vítima já havia registrado boletim de ocorrência contra ele. Outro caso, em 2019, em Ivatuba, também envolveu denúncia de agressões, ameaças e incêndio em uma residência.
A defesa classificou a decisão como relevante para o processo e informou que pediu a soltura do acusado. O caso segue em tramitação, ainda sem previsão de julgamento.
Com informações de André Almenara.














