Câmeras de monitoramento registraram a sequência de agressões que resultou na morte de Paulo Martins, de idade não informada, na tarde de sábado (2) na Vila Marli, em Campo Grande (MS). O caso é investigado pela Polícia Civil.
As imagens mostram a vítima caminhando pela rua. Do outro lado da via, um grupo de quatro adultos, entre eles uma mulher, além de uma criança sentada em cadeiras, permanece em frente a um imóvel. Um bebê estava dentro de um carro estacionado no local.
Em determinado momento, Paulo para e parece dizer algo na direção do grupo. Ele continua andando. Um dos homens se levanta, pega uma pedra e arremessa contra a vítima, mas erra. Ele tenta outras vezes. No último arremesso, aproxima‑se mais e acerta a cabeça de Paulo, que cai desacordado. Após alguns instantes, ele consegue se levantar e deixar o local. O grupo entra rapidamente no imóvel.
O autor foi identificado como João Victor Mendonça de Deus.
Mesmo ferido, Paulo voltou para casa, recusou atendimento médico e foi encontrado morto horas depois deitado na cama. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas constatou o óbito. A Polícia Militar isolou a área até a chegada da perícia.
Possível motivação
Testemunhas relataram que a confusão começou após a vítima fazer uma “brincadeira” com uma criança de cerca de 2 anos, filho do suspeito. O conteúdo dessa interação não foi detalhado. O filho de Paulo contou à polícia que o pai havia ingerido bebida alcoólica ao longo do dia e que, nessas ocasiões, costumava incomodar outras pessoas com brincadeiras.
Já familiares do suspeito afirmaram que houve discussão e que a vítima teria feito ameaças, chegando a colocar a mão na cintura como se estivesse armada. Essa versão também é apurada.
Prisão
Após o crime, João Victor fugiu. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) o localizaram em uma propriedade rural na região de Sidrolândia, no assentamento conhecido como Bafo da Onça. Ele foi preso e levado à delegacia. Em depoimento, admitiu que tinha desentendimentos antigos com a vítima e que discutiu com ela no dia do crime, mas negou ter feito a agressão.
A Polícia Civil segue investigando para esclarecer a motivação e as circunstâncias da morte.
Com informações de G1.















