O desaparecimento de Stela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, completou 14 dias nesta segunda‑feira (4) sem qualquer resposta sobre o paradeiro delas. As jovens foram vistas pela última vez na noite de 20 de abril, na região de Jussara, no noroeste do Paraná. Imagens de câmeras de segurança mostram as duas entrando em uma caminhonete conduzida por um homem investigado pela Polícia Civil. Desde então, não houve mais contato com familiares nem registros de movimentação das vítimas.
A última atividade delas na internet ocorreu na madrugada de 21 de abril. O desaparecimento só foi formalmente comunicado à polícia no dia 23, quando a ausência prolongada já preocupava os parentes.
Suspeito tem mandado de prisão e usava nome falso
A Polícia Civil aponta como principal suspeito Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos. Segundo as investigações, ele usava nome falso para ocultar a identidade e já possui um mandado de prisão em aberto por roubo. A polícia também solicitou a prisão temporária do suspeito, que até o momento não foi localizado.
Uma amiga das vítimas relatou à investigação que o homem costumava andar armado, o que reforçou a preocupação das famílias desde o início das buscas. Embora não haja confirmação oficial, a principal linha de investigação trabalha com a hipótese de que as jovens tenham sido mortas. O que ocorreu após elas entrarem na caminhonete ainda é o ponto central sem resposta.
Familiares vivem dias de angústia e cobram respostas
Há relatos de que Stela e Letycia poderiam ir para Porto Rico, no noroeste do Paraná, após a festa, mas a informação não foi confirmada pela investigação. “Está difícil. É uma tortura a gente acordar e não ter nenhuma notícia”, desabafou a mãe de Stela. “Estamos desesperados”, afirmou a mãe de Letycia, ao relatar que as jovens haviam dito que sairiam para uma festa.
Buscas seguem mobilizadas
A Polícia Civil e a Polícia Militar seguem mobilizadas nas buscas pelas jovens e pelo principal suspeito. Vídeos divulgados pelas forças de segurança mostram equipes em operação e a grande mobilização nas diligências. O caso continua em apuração, e não há definição sobre o que aconteceu nas horas seguintes ao último registro conhecido.















