Se o campeonato premiasse só pela média de gols marcados, o Maringá estaria na liderança isolada. O problema é que, na outra ponta, o time também lidera uma estatística indigesta: é o dono da defesa mais vazada da competição. E a partida deste domingo (3) contra o Itabaiana, no Willie Davids, foi um resumo perfeito dessa dualidade. O Dogão venceu por 4 a 2, mas, como de costume, fez o torcedor sofrer até o último apito.
Bom início, expulsão, susto e desvantagem anulada
A noite começou promissora. Aos cinco minutos, Caíque Calito foi derrubado na área, e Negueba, com a calma de sempre, deslocou o goleiro e abriu o placar. O time pressionava, e a vantagem numérica veio aos 32, quando o capitão do Itabaiana, Karl, foi expulso por cuspir em um adversário. O que parecia o início de uma goleada virou drama instantes depois: Negueba tentou um drible desnecessário na defesa, perdeu a bola, e Everton Kanela, de bicicleta, empatou com certa complacência do goleiro Guilherme Neto, que substituiu Tony Batista.
Segundo tempo: expulsão, virada, empate e redenção no fim
Na volta do intervalo, o cenário se complicou ainda mais. Logo no primeiro minuto, o capitão Pira recebeu o segundo amarelo e também foi expulso. A vantagem de um homem a mais foi para o espaço. Mas, ironicamente, o jogo ficou mais aberto. Egert havia tirado o lateral Gabriel e colocado Danielzinho. Aos sete minutos, o meia recebeu lançamento nas costas da defesa, matou no peito e, de ângulo fechado, fez 2 a 1. O alívio durou pouco. Aos 18, Rodrigo Alves sofreu pênalti. Na primeira cobrança, ele tocou duas vezes na bola, o árbitro mandou voltar. Na segunda, com um único toque, bateu no canto e empatou.
Com o resultado, o Maringá chegou a 10 pontos e pulou para a quarta posição. Mas a posição na tabela não esconde o problema. O time já marcou 14 gols na competição, o melhor ataque da Série C. Só que também levou 12, a pior defesa, junto do Itabaiana.
Na próxima segunda‑feira (11), o Maringá enfrenta o Guarani de Campinas às 20h. Os erros são conhecidos, e Moisés Egert tem uma semana para tentar corrigir a fragilidade defensiva.















