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Quadrilha furtava celulares em áreas VIP de shows no Paraná e se passava por suporte técnico para obter senhas das vítimas; quatro pessoas foram presas em três estados

Foto: Divulgação/PCPR

Uma organização criminosa especializada em furtar celulares em áreas VIP de grandes eventos foi desarticulada em uma operação conjunta das polícias civis do Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. De acordo com as investigações, o grupo também aplicava golpes de engenharia social, se passando por suporte técnico para enganar as vítimas e obter senhas de acesso aos aparelhos.

Quatro pessoas foram presas durante a ação, realizada nesta quarta-feira (22) de forma simultânea nos três estados. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, além do bloqueio de bens e valores. A investigação teve início após uma série de furtos registrados em Cascavel, no oeste do Paraná. Em apenas um show na cidade, cerca de 40 celulares foram levados, segundo a polícia.

Estrutura organizada e divisão de funções

As apurações apontam que a quadrilha tinha uma estrutura organizada, com núcleos e funções bem definidas. Um núcleo era responsável pelos furtos durante os eventos e pelo transporte dos aparelhos entre estados. Outro grupo atuava na chamada engenharia social, entrando em contato com as vítimas por aplicativos de mensagem. Nessas abordagens, os criminosos se passavam por policiais ou por falsos atendentes de suporte técnico para convencer as vítimas a fornecer senhas e desbloquear os celulares.

Após os furtos, os aparelhos eram embalados em papel alumínio para dificultar o rastreamento. Em seguida, eram enviados para outros estados, onde eram revendidos. Parte da operação incluía uma loja física em Minas Gerais, utilizada para comercializar os dispositivos.

Criptomoedas e ocultação de valores

A investigação também identificou que o grupo utilizava criptomoedas, como bitcoin, além de contas de terceiros e plataformas de apostas, para ocultar e movimentar o dinheiro obtido com os crimes. O líder da organização estava em Minas Gerais e era responsável por financiar as ações e coordenar a revenda dos aparelhos.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos. Os presos permanecem à disposição da Justiça.

Com informações de G1.

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