Três são condenados pela morte de vigilante assassinado a tiros em Maringá; vítima foi perseguida antes de ser morta em 2019

Mais de sete anos depois do assassinato do vigilante Igor Santos Artigas, três homens foram condenados pelo crime em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Maringá. A sessão terminou na noite desta terça-feira (6).
Alessandro da Silva Riguetto foi condenado a 24 anos, 4 meses e 25 dias de prisão. Leandro da Silva Riguetto recebeu pena de 22 anos. Já João Alencar do Nascimento Jacomo, conhecido como “Na Bota”, foi condenado a 13 anos e 9 meses.
Igor tinha 39 anos e foi morto a tiros na tarde de 5 de fevereiro de 2019, quando pilotava uma motocicleta pela Avenida Carlos Correa Borges, na região do Conjunto Borba Gato.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os irmãos Alessandro e Leandro participaram dos disparos, enquanto João teria conduzido o Honda Fit usado na ação.
Crime teria sido motivado por antiga desavença
De acordo com a acusação, o homicídio teria sido planejado e estaria relacionado a uma antiga desavença entre Igor e os irmãos Riguetto.
A investigação apontou ainda que a atividade profissional da vítima poderia estar relacionada à motivação do crime. Igor trabalhava como vigilante e, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil na época, teria repassado às autoridades informações sobre crimes e tráfico de drogas na região.
Para o Ministério Público, o assassinato teria sido cometido por vingança e de forma que dificultou a defesa da vítima. Essas circunstâncias estavam entre as qualificadoras apresentadas pela acusação.
Vítima foi perseguida por Honda Fit
Segundo a denúncia, Igor estava de motocicleta quando passou a ser seguido por um Honda Fit preto.
No cruzamento da Avenida Carlos Correa Borges com a Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, o veículo teria se aproximado da motocicleta e os ocupantes efetuado os disparos.
Igor foi atingido, caiu da motocicleta e morreu no local.
Um dos elementos da investigação foi o próprio carro usado no crime. O Honda Fit havia sido roubado na noite anterior nas proximidades do Shopping Catuaí.
Após o assassinato, o veículo foi abandonado e incendiado no Parque Itaipu, em Maringá.
Durante as investigações, policiais também encontraram na residência dos irmãos Riguetto parafusos e uma chave que, posteriormente, foram relacionados às placas utilizadas no Honda Fit.
Igor havia saído mais cedo do trabalho
No dia do assassinato, Igor havia saído mais cedo do trabalho.
Segundo informações divulgadas na época, ele teria ido comprar um refrigerante e estava preparando uma festa para a filha, que faria aniversário.
Pouco depois, passou a ser perseguido pelo veículo utilizado no crime.
Defesa contestou qualificadoras
Antes do julgamento, a defesa dos três acusados, feita pelo advogado criminalista Peter Kelter, havia contestado duas qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: motivo torpe e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
A defesa sustentava que essas circunstâncias não estariam comprovadas pelas provas do processo e que o julgamento deveria considerar exclusivamente os elementos apresentados nos autos.
Com a realização do Tribunal do Júri, os jurados analisaram as acusações e as provas apresentadas durante a sessão.
Quarto denunciado morreu antes do julgamento
Um quarto homem, Maikon Wellington Ferreira, também respondia pelo homicídio. Segundo a acusação, ele teria fornecido uma das armas utilizadas no crime.
Maikon foi morto a tiros em agosto de 2023, em Paiçandu, e por isso não chegou a ser julgado neste processo.
Família esperava por justiça
Antes do julgamento, Beatriz Santos Artigas, irmã de Igor, afirmou que a família esperava a aplicação da lei, embora nenhuma condenação pudesse reparar a perda.
Com as penas impostas aos três réus, termina no Tribunal do Júri uma etapa do processo que começou com o assassinato de Igor, em fevereiro de 2019.
As condenações foram de 24 anos, 4 meses e 25 dias para Alessandro da Silva Riguetto, 22 anos para Leandro da Silva Riguetto e 13 anos e 9 meses para João Alencar do Nascimento Jacomo.
Com informações de GMC.
