Bilhete com oração encontrado em Bíblia ajudou polícia a chegar até suspeito que confessou morte de idosa em Maringá

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Foto: Reprodução

A investigação sobre o desaparecimento e a morte de Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, teve um avanço decisivo após a família encontrar, entre os pertences dela, um bilhete com o nome e o telefone do principal suspeito. O homem, Elisio da Silva, de 60 anos, foi preso preventivamente na quarta-feira (22) em Maringá e, durante interrogatório, confessou o crime.

A Polícia Civil do Paraná divulgou novos detalhes sobre o caso nesta quinta-feira (23). Segundo a delegada Angélica Ferreira, o bilhete continha também uma oração escrita pela própria vítima, pedindo pelo relacionamento entre os dois e desejando que ele conseguisse um emprego. Esses documentos, somados a outras provas colhidas ao longo da investigação, permitiram aprofundar as diligências e chegar até o autor do crime.

Eulália desapareceu em 15 de junho, após viajar de Maringá para Nova Londrina de ônibus. O corpo dela foi encontrado em 14 de julho, no leito do Rio Tigre, em Nova Londrina, e só foi identificado por meio de exames de odontologia legal, devido ao estado avançado de decomposição.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito usou estratégias para dificultar a identificação. Ele convenceu a idosa a manter a identidade dele em segredo, inclusive de familiares e amigos. Ao chegarem a Nova Londrina, ele esperou todos os passageiros desembarcarem e se dispersarem antes de se aproximar da vítima, evitando que testemunhas o reconhecessem.

A delegada Angélica Ferreira também destacou que o reconhecimento fotográfico feito por um familiar da vítima foi decisivo para fortalecer o pedido de prisão preventiva. Com os elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão, que recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi autorizada pela Justiça.

Após a prisão em Maringá, Elisio foi levado à delegacia e confessou o crime durante o interrogatório. Em seguida, foi encaminhado ao sistema penitenciário. Durante o cumprimento dos mandados, celulares e o veículo usado no crime foram apreendidos. Os equipamentos passarão por perícia, e o carro será submetido a exames detalhados pela Polícia Científica.

Apesar da confissão, a investigação continua. A delegada afirmou que o inquérito ainda não foi concluído e que novas diligências podem revelar mais detalhes. Ela disse ainda que a condução cautelosa da investigação foi essencial, já que o suspeito pretendia deixar o Paraná e se mudar para outro estado. O caso é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte.

Com informações de GMC.

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