Carta aberta aos nossos ouvintes, internautas, colaboradores e patrocinadores.

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Chico Santos como sonoplasta na Rádio Educadora, em Alto Piquiri (1982).

No ano em que a Equipe Alegria completou 40 anos de atividade, preciso contar a vocês por que saímos do ar da Rádio Banda 1, hoje Cobra FM.

No dia 1º de julho, fomos convidados para uma conversa na emissora. Estávamos a poucos dias da partida entre Maringá FC e Volta Redonda, no dia 4, jogo para o qual já estávamos credenciados, com equipe acertada e patrocínios pontuais e recorrentes fechados. Também era dia de Radar da Notícia – Fim de Tarde, ao vivo pela Rádio, e dia de honrar os compromissos que tínhamos com a nossa equipe e com os nossos anunciantes.

Foi nessa reunião que nos disseram que a grade seria totalmente alterada e que todos sairiam do ar, incluindo a gente.

Levantei, na hora, a questão do nosso contrato. As pessoas que conversaram conosco disseram ter ciência dele, mas afirmaram não ter a via assinada, e pediram que enviássemos essa cópia.

Avisamos ali, com todas as letras, que já estávamos credenciados para o jogo, que a equipe estava acertada e que tínhamos patrocínios recorrentes e pontuais fechados para aquela partida.

Após longa conversa, nos garantiram que a nossa grade seria mantida.

Para a nossa surpresa, foi só depois de sairmos da rádio e enviarmos a cópia assinada que nos disseram o contrário: que não seríamos mantidos no ar.

Depois disso, por todos os dias seguintes e até hoje, apenas fomos ignorados.

Não nos deixaram mais transmitir os jogos. Não nos deixaram mais fazer o nosso programa. Chegaram até a ignorar as nossas mensagens sobre a devolução das chaves da rádio.

Vale lembrar que o nosso contrato não era só das jornadas esportivas. Tínhamos também o Radar da Notícia Fim de Tarde, o programa diário que muitos de vocês acompanhavam pela então Banda 1 ou pelas nossas redes sociais. Mesmo com o contrato em mãos, e com todos os nossos compromissos já assumidos, optaram por não cumpri-lo. E, depois, nem sequer honraram a própria palavra, porque nos foi dito, olho no olho, que nada seria interrompido. O nosso contrato tinha regra clara para um encerramento: aviso formal e prazo mínimo de 60 dias. Nada disso foi respeitado. Não fomos notificados, não fomos indenizados, não houve conversa nenhuma sobre encerrar.

Faço rádio desde 1982 e estou à frente da Equipe Alegria desde 1986. Justamente no ano em que a equipe completou 40 anos, fomos impedidos de trabalhar. Esta seria, inclusive, a nossa terceira passagem pela Banda 1, uma rádio onde sempre entramos e de onde sempre saímos de portas abertas, com respeito de parte a parte.

Faço questão de registrar uma coisa. O Deputado Cobra, que dá nome à emissora, nunca conversou diretamente conosco. Tentamos contato e não tivemos retorno. Prefiro acreditar que ele não está ciente do que aconteceu, porque não é assim que se trata quem construiu uma história de quatro décadas nesta região.
Tenho o direito do meu lado. Tenho a boa-fé do meu lado. Poderíamos buscar reparação na Justiça, e teríamos motivo pra isso. Por hora, escolhi não seguir por esse caminho. Prefiro plantar uma boa semente e seguir em frente.

Lamento a forma como tudo isso foi conduzido. Não só comigo, mas com a minha equipe, com os nossos compromissos e com quem sempre confiou no nosso trabalho. E lamento que essa tenha sido a forma como esse novo grupo escolheu se apresentar à nossa região.

A Equipe Alegria não para. Vamos manter as transmissões dos jogos nas nossas próprias plataformas: site, Instagram, Facebook e YouTube. É lá que vocês vão continuar encontrando o nosso esporte, a nossa cobertura e a nossa história.

Obrigado a cada ouvinte, cada anunciante e cada pessoa que caminha com a gente. A Equipe Alegria segue, com vocês, como sempre foi.

Chico Santos, Equipe Alegria

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