Prestador de serviço furta cartão de convento, encontra senha anotada e gasta mais de R$ 30 mil

Um funcionário de uma empresa de dedetização foi preso preventivamente suspeito de furtar o cartão bancário de um convento e gastar mais de R$ 30 mil em compras de eletrônicos, eletrodomésticos e saques em dinheiro. O caso foi registrado em Teixeira Soares, nos Campos Gerais do Paraná, e o homem foi detido nesta terça-feira (15), em Ponta Grossa.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito aproveitou que as freiras precisaram deixar o convento durante a aplicação do veneno para vasculhar o imóvel. Durante a ação, ele encontrou o cartão bancário das religiosas junto com um papel contendo a senha, o que permitiu a realização de diversas compras e saques.
De acordo com o delegado Rafael Nunes Mota, responsável pelas investigações, o homem utilizou o cartão para adquirir celulares, televisão, aparelhos de som e outros produtos, além de sacar mais de R$ 6 mil em dinheiro. O prejuízo total ultrapassa R$ 30 mil.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, os policiais apreenderam parte dos bens comprados com o cartão, além de dinheiro em espécie encontrado na residência do investigado.
As investigações apontam que o furto ocorreu no início de junho, mas as freiras perceberam o desaparecimento do cartão apenas cerca de um mês depois, quando procuraram a Polícia Civil.
Após analisar o extrato bancário, os investigadores obtiveram imagens de câmeras de segurança dos estabelecimentos onde o cartão foi utilizado. As gravações permitiram identificar o suspeito realizando as compras.
As religiosas informaram que o funcionário da dedetização foi a única pessoa de fora que entrou no convento durante o período em que o cartão desapareceu. Conforme a polícia, o homem pretendia furtar objetos de valor, mas acabou encontrando o cartão acompanhado da senha anotada.
Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito possui antecedentes por furtos praticados durante a prestação de serviços em residências, em ocorrências envolvendo atividades como instalação de internet.
A corporação não divulgou o nome do investigado nem o da empresa de dedetização, ressaltando que não há indícios de envolvimento da empresa no crime. As investigações seguem para a recuperação dos demais bens adquiridos com o cartão furtado.
