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Taxista é atropelado e morto após batida; suspeito alega nervosismo e foge sem prestar socorro

Alci Rosa de Oliveira, de 70 anos, morreu na quarta-feira, 12, no Hospital Cajuru, em Curitiba, dias depois de ser atropelado de propósito na Rua Francisco Torres, no domingo, 9. Imagens de câmera de segurança mostram o carro do suspeito batendo no veículo de Alci ao dar ré. O taxista executivo desce para verificar o que ocorreu e, em seguida, é atingido quando o motorista acelera na direção dele. O autor deixa o local sem prestar socorro.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito, de 23 anos, se apresentou e afirmou que ficou nervoso no momento do desentendimento após a batida. Ele disse não ter tido intenção de matar. A investigação, porém, o enquadrou por homicídio com dolo direto e por omissão de socorro. As imagens já integram o inquérito.

Testemunhas ajudaram no primeiro atendimento até a chegada do resgate. Alci foi encaminhado ao hospital em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. Ele era motorista há cerca de 40 anos, divorciado, e deixa dois filhos e cinco netos.

Para o delegado Edgar Santana, responsável pelo caso, a conduta do motorista foi inadmissível. A vítima ficou caída e o condutor fugiu em seguida, o que, segundo o investigador, demonstra desprezo pela vida e agrava a responsabilização criminal.

Colegas de profissão realizaram um protesto na sexta-feira, 14, em frente ao local do atropelamento. O ato cobrou celeridade na apuração e punição do motorista. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando outros vídeos próximos ao trecho para detalhar a dinâmica do crime.

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