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Segurança que viu assalto sem agir é indiciado por roubo em Apucarana; vídeo mostra omissão

Foto: Reprodução

Um segurança terceirizado da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Apucarana, foi indiciado por roubo após ser flagrado por câmeras de segurança observando, sem qualquer reação, um assalto violento no estacionamento do campus. O crime ocorreu no dia 4 de fevereiro, mas as imagens só foram divulgadas após a prisão do assaltante, ocorrida na última sexta-feira (6).

O vídeo mostra o momento em que um homem pula nas costas da vítima e aplica um golpe “mata-leão”, imobilizando-a e roubando a mochila com um celular. Enquanto o rapaz está no chão, o segurança se aproxima, para na calçada e observa a cena sem intervir. Em determinado instante, ele parece chamar alguém ao longe, mas se afasta quando vítima e agressor saem correndo.

Investigação aponta omissão penalmente relevante

De acordo com o delegado André Garcia, a vítima, de 25 anos, havia anunciado um celular para venda na internet e marcou encontro com uma suposta compradora no campus da universidade, por acreditar ser um local seguro. A faculdade estava vazia devido ao período de férias. No local, porém, ela foi surpreendida pelo criminoso, de 23 anos, que foi preso preventivamente após investigação.

Ao ter acesso às imagens, a polícia também passou a investigar a conduta do vigilante. Convocado a depor, ele permaneceu em silêncio. O delegado destacou que a Lei 14.967/2024, que regulamenta a segurança privada, estabelece que a atividade deve observar os princípios da proteção à vida e do interesse público.

“O bem material da faculdade está sob vigilância desse funcionário, mas também a incolumidade física das pessoas que estão ali. No momento em que ele deixa de cumprir uma obrigação legal, isso caracteriza uma omissão penalmente relevante”, explicou Garcia.

Desdobramentos

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que decidirá sobre eventual denúncia dos envolvidos. Em nota, a Unespar informou que solicitou à empresa terceirizada o afastamento do vigilante e que colaborou com as investigações, encaminhando as imagens exclusivamente à polícia.

Com informações de G1.

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