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Primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol é registrado no Paraná

Foto: Divulgação

O Paraná notificou ao Ministério da Saúde nesta sexta-feira (3) o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol no Estado. A vítima é um idoso de 60 anos, morador de Curitiba, que permanece inconsciente e em estado grave após consumir bebida alcoólica destilada.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR), o homem deu entrada em um hospital na quarta-feira (1º), após ser atropelado pouco tempo depois de ingerir a bebida. Durante a internação, apresentou sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. O órgão aguarda resultados laboratoriais para confirmar ou descartar o caso.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, informou que o governo deve se reunir com o Ministério da Saúde para discutir o envio de ampolas de etanol farmacêutico, antídoto usado em emergências do tipo. “O momento é delicado. Mas insisto que todos tenham muito cuidado com a ingestão de bebida alcoólica”, declarou.

Avanço dos casos no Brasil

As notificações de intoxicação por metanol cresceram no país nas últimas semanas. Além do Paraná, já foram registrados 53 casos em São Paulo, seis em Pernambuco, um no Distrito Federal e uma morte suspeita na Bahia.

Diante do cenário, o Ministério da Saúde anunciou a compra emergencial de 150 mil ampolas de etanol farmacêutico e busca ampliar o acesso ao Fomepizol, outro antídoto usado no tratamento.

Por que o metanol é usado?

O metanol é uma substância imprópria para consumo humano, usada na produção de combustíveis. No mercado ilegal, criminosos o adicionam a bebidas alcoólicas, especialmente destilados como vodca, gim e uísque, para aumentar o volume do produto a baixo custo.

Especialistas alertam que, embora a adulteração em cervejas e vinhos seja mais difícil de passar despercebida, não é impossível. A prática é considerada extremamente perigosa, pois pequenas doses de metanol podem causar cegueira, danos neurológicos graves ou até a morte.

Orientações aos consumidores

  • Comprar apenas de estabelecimentos confiáveis.

  • Desconfiar de preços muito baixos.

  • Verificar embalagens, lacres e rótulos em busca de irregularidades.

  • Não fazer testes caseiros de cheiro, gosto ou queima para avaliar a autenticidade.

  • Procurar atendimento médico imediato diante de sintomas como dor de cabeça intensa, visão turva, náuseas, tontura e alteração do nível de consciência.

  • Denunciar suspeitas aos órgãos competentes: Disque-Intoxicação (0800 722 6001), Vigilância Sanitária, Polícia Civil e Procon.

Enquanto autoridades reforçam a fiscalização e rastreiam a origem das bebidas adulteradas, especialistas reforçam que a prevenção ainda é a principal forma de proteção para os consumidores.

Com informações de GMC.

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