A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Estelionato de Maringá, cumpriu na última quinta-feira (19) um mandado de prisão preventiva contra um homem suspeito de aplicar uma série de golpes milionários na região. O suspeito, que já estava detido na Cadeia Pública de Maringá por falta de pagamento de pensão alimentícia, estava prestes a ser solto quando agentes do setor de inteligência da delegacia garantiram o cumprimento da nova ordem judicial.
Segundo o delegado Fernando Garbelini, responsável pelas investigações, o homem se passava por policial militar aposentado para ganhar a confiança de vítimas em bancos, concessionárias de veículos de luxo e imobiliárias de alto padrão. O esquema consistia em forjar saldos bancários que chegavam a R$ 1,5 milhão por meio do depósito de cheques extraviados. Enquanto os valores aguardavam compensação, o saldo aparecia momentaneamente na conta, permitindo que ele simulasse um patrimônio sólido.
Com esse suposto lastro financeiro, o golpista conseguia liberação de empréstimos de grande valor, negociava carros importados e assinava propostas de compra de imóveis luxuosos, utilizando esses documentos de reserva para reforçar sua imagem de investidor perante outras instituições — embora os negócios nunca fossem concluídos. Durante a conferência de seus pertences, os agentes encontraram uma carteira de identificação da Polícia Militar, um relógio tático e comprovantes de depósitos falsos que somavam R$ 750 mil, confirmando o uso de documentos fraudulentos para enganar as vítimas.
O homem agora responderá pelo crime de estelionato. A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas que reconheçam o padrão do golpe procurem a delegacia para registrar ocorrência e auxiliar na continuidade das investigações.















