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PMs presos por suspeita de atuar para organização criminosa já haviam sido afastados de equipe tática em Maringá

Foto: Divulgação/MPPR

Os três policiais militares de Maringá presos na Operação Armeiro, suspeitos de participação em assassinatos por encomenda e outros crimes ligados a uma organização criminosa, já haviam sido afastados de uma equipe tática da corporação há cerca de dois anos. A informação foi confirmada pelo Comando Regional da Polícia Militar durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 25.

Segundo a corporação, os agentes integravam a Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), vinculada ao 4º Batalhão da PM, e foram retirados da unidade no fim de 2023 por decisão administrativa. O afastamento ocorreu após investigação da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) apontar possíveis indícios de ligação dos policiais com criminosos da região. Na época, conversas com os agentes foram encontradas no celular de um traficante preso durante operação policial.

Desde então, os militares permaneceram lotados no 4º Batalhão, porém atuando apenas em patrulhamentos de rotina. As novas investigações apuram suspeitas de assassinatos por encomenda, vazamento de informações sigilosas, manipulação de ocorrências e outras irregularidades.

Os três policiais serão encaminhados ao presídio da Polícia Militar, em Curitiba, onde devem permanecer até a conclusão do inquérito. As apurações tiveram início em março de 2025, após o Gaeco de Maringá receber informações sobre a possível atuação de militares, civis e empresas em práticas criminosas.

Em nota, a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná informou que serão instaurados os procedimentos administrativos e criminais cabíveis e destacou que a corporação mantém compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com desvios de conduta.

Com informações de Maringá Post.

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