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PF apura suposto vazamento de dados fiscais de ministros do STF e impõe medidas cautelares a servidores

Foto: Gustavo Moreno/STF

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira, 17, quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos suspeitos de envolvimento em possíveis vazamentos de dados da Receita Federal relacionados a ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares. A operação ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, sem cumprimento de mandados de prisão.

A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após representação da Procuradoria-Geral da República. O objetivo é verificar se houve quebra ilegal de sigilo fiscal por parte de funcionários da Receita, sem autorização formal. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.

Segundo a Polícia Federal, os servidores ainda serão ouvidos ao longo das investigações. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quais dados teriam sido acessados nem a identidade dos investigados. Prédios da Receita Federal não foram alvos da operação.

Em nota, a Receita Federal informou que já havia aberto auditoria interna antes da ação policial. O procedimento foi iniciado após solicitação do STF, em 12 de janeiro deste ano, para verificar possíveis acessos indevidos a informações fiscais de ministros e parentes nos últimos três anos. A instituição afirmou que não tolera desvios e que os sistemas são rastreáveis, permitindo identificar irregularidades.

A Receita destacou ainda que, desde 2023, ampliou mecanismos de controle de acesso a dados e concluiu sete processos disciplinares, que resultaram em três demissões. A auditoria segue em andamento e novas informações devem ser encaminhadas ao relator do caso no Supremo conforme o avanço das apurações.

Com informações de G1.

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