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Paraná registra 14 casos diários de estupro de vulnerável em 2025; estado é o 2º do país em ocorrências

Foto: Caleb Woods/Unsplash

Dados referentes ao ano de 2025 revelam que o Paraná registrou uma média alarmante de 14 casos de estupro de vulnerável por dia, totalizando 5.272 ocorrências no período. O estado possui a segunda maior cifra absoluta do país, respondendo por 9% de todos os registros nacionais desse crime. A maioria esmagadora das vítimas são meninas e mulheres, somando 4.402 casos.

Em nível nacional, os números são ainda mais graves: foram contabilizados 57.329 registros ao longo de 2025, o que equivale a 157 violações por dia. A taxa nacional ficou em 26,86 ocorrências para cada 100 mil habitantes. A violência também se mostra majoritariamente contra o sexo feminino em todo o território, com 48.371 vítimas.

Perfil sazonal e concentração estadual

Os dados paranaenses apontam setembro como o mês com o maior número de registros, com 503 vítimas. Esse padrão de picos sazonais se repete em outras regiões; no país, março foi o mês mais crítico, com 5.002 casos.

Em números absolutos, São Paulo lidera o ranking nacional com 11.330 registros, seguido pelo Paraná (5.272) e pelo Pará (4.722). Especialistas alertam, porém, que os números oficiais representam apenas a ponta do iceberg, dada a alta subnotificação característica desse tipo de crime, frequentemente ocultado por medo, dependência da vítima em relação ao agressor ou falta de acesso a canais de denúncia.

Cenário da violência: agressor conhecido e ambiente doméstico

As estatísticas revelam um perfil preocupante e recorrente deste crime. Conforme análises do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em mais de 80% dos casos o autor é alguém conhecido da vítima. A violência ocorre predominantemente no ambiente doméstico, sendo o agressor frequentemente um familiar ou pessoa próxima.

Os dados também mostram diferenças no perfil etário das vítimas por gênero: as meninas são mais vitimadas entre os 10 e 13 anos de idade, enquanto a maioria dos meninos sofre violência entre os 5 e 9 anos. Os números reforçam a característica desta como uma violência, em grande parte, silenciosa e intrafamiliar.

Com informações de Jornal Plural.

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