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Motorista de ônibus é indiciado por morte de idosa arrastada após ficar com a mão presa na porta em Ponta Grossa

Foto: Reprodução
Foto: Cedida pela família/Divulgação/PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito que investigou a morte de Maria Xavier dos Santos, de 76 anos, ocorrida em 10 de fevereiro de 2026, em Ponta Grossa. O motorista do ônibus foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravante por exercer atividade profissional. A pena pode chegar a seis anos de detenção, além da suspensão do direito de dirigir.

De acordo com a investigação, conduzida pelo Setor de Crimes de Trânsito da 13ª Subdivisão Policial, a idosa desembarcava do coletivo quando teve a mão presa na porta, que se fechou antes que ela concluísse a descida até a calçada. O motorista arrancou o veículo, arrastando a passageira, que caiu e teve uma das pernas atingida pelo rodado do ônibus. Ela foi socorrida consciente pelo Siate, mas morreu horas depois no hospital.

Sistema de segurança funcionava, mas não detectou a mão da vítima

O laudo pericial analisou o sistema mecatrônico de segurança do ônibus, conhecido como “Anjo da Guarda”, que impede a aceleração do veículo com as portas abertas. O exame apontou que o equipamento estava em pleno funcionamento. No entanto, devido à maleabilidade das borrachas das portas, foi tecnicamente possível que a mão da passageira ficasse presa sem que o sistema detectasse a situação ou bloqueasse o movimento.

Para a polícia, o motorista agiu com negligência ao confiar exclusivamente no sistema eletrônico e deixar de realizar a verificação visual pelos retrovisores antes de arrancar — procedimento considerado obrigatório para motoristas profissionais do transporte coletivo.

“O simples fechamento automático das portas e a liberação eletrônica da aceleração não eximem os motoristas profissionais do dever inafastável de verificar visualmente a segurança dos passageiros”, destacou o delegado Maurício Souza da Luz, responsável pela investigação.

Inquérito encaminhado à Justiça

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora avaliam se formalizam a denúncia. O nome do motorista não foi divulgado, e o g1 não conseguiu localizar sua defesa.

Em nota, a Viação Campos Gerais (VCG), empresa responsável pelo transporte público de Ponta Grossa, informou que o assunto será tratado na esfera judicial e que o motorista não faz mais parte do quadro de funcionários.

Com informações de G1.

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