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Médico de 81 anos é preso por estupro de paciente em trabalho de parto, mas é solto 24 horas depois

Foto: Reprodução/ALEP

O médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, foi preso na quarta‑feira (6) acusado de abusar sexualmente de uma paciente em trabalho de parto em Teixeira Soares, na região central do Paraná. Um dia depois, na quinta‑feira (7), a Justiça revogou a prisão preventiva e determinou sua soltura. A decisão levou em conta a idade do acusado e o tempo transcorrido desde os fatos, ocorridos em 2011.

De acordo com o delegado Rafael Nunes Mota, a mulher procurou a polícia após tomar conhecimento de outras denúncias contra o médico. O caso foi enquadrado como estupro de vulnerável, pois a vítima estava em trabalho de parto, em posição de fragilidade, e o abuso teria durado cerca de cinco minutos, cessando apenas com a entrada de uma enfermeira na sala.

Felipe Lucas também responde à Justiça por violação sexual mediante fraude a partir da primeira denúncia, registrada em fevereiro deste ano. Outras duas mulheres relataram abusos ocorridos em 2011 e 2016, mas esses casos prescreveram. O médico é ex‑deputado estadual, ex‑prefeito e ex‑vereador de Irati, e as vítimas afirmaram ter demorado a denunciar por medo de sua influência política.

A defesa do médico comemorou a soltura e afirmou que a prisão era “injusta e desnecessária”. Em nota, os advogados sustentaram que os fatos investigados ocorreram há 15 anos e que o médico agiu dentro da rotina de um parto. O Conselho Regional de Medicina do Paraná informou que instaurou sindicância para apurar a conduta profissional.

Apesar da liberdade, Felipe Lucas responde ao processo e pode ser condenado. O caso está sob segredo de Justiça.

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