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Idosa morre após duplo atropelamento na Avenida da FEB, e motorista preso tem condenações por dois homicídios e uso de identidade falsa

Foto: Estadão Mato Grosso

Uma idosa de 71 anos, Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, morreu na manhã de terça-feira (20) após ser atingida por dois veículos enquanto atravessava a Avenida da FEB, em Várzea Grande, nas proximidades do bairro Ponte Nova, em frente a uma loja de veículos. Imagens de câmeras de monitoramento mostram que a vítima já estava perto de concluir a travessia quando foi atropelada por uma Fiat Toro branca, modelo 2024, em alta velocidade. Com a força do impacto, Ilmis foi arremessada sobre o canteiro central e acabou atingida por um segundo carro que seguia no sentido contrário, uma Fiat Strada. A vítima morreu no local.

A Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) informou que, pelas imagens analisadas, o condutor da Toro tinha amplo campo de visão e espaço para manobra, sem veículos à frente, mas não teria tentado frear nem desviar. Após a colisão, o motorista seguiu dirigindo por cerca de três quilômetros, sendo acompanhado por um policial à paisana que presenciou o acidente e teria evitado a fuga até a abordagem. A Polícia Civil apura o caso e informou que o suspeito deve responder por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, além de fuga do local do sinistro e omissão de socorro. Ele passaria por audiência de custódia nesta quarta-feira (21).

Em depoimento, o motorista, Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, afirmou que estava passando mal desde cedo, que chegou a vomitar antes do acidente e que abriu a janela do carro com vontade de vomitar quando, segundo ele, “a mulher teria colidido na lateral do carro”, do lado do motorista. A versão foi contestada pela polícia com base nas imagens. A defesa afirmou apenas que ele estaria “extremamente desolado” e que teria sido “um lamentável acidente”.

Após a prisão, a Polícia Civil também apontou que Paulo Roberto tem histórico de condenações por crimes graves. No fim dos anos 1990, quando atuava como policial civil no Rio de Janeiro, ele matou a tiros o delegado Eduardo da Rocha Coelho, atingido na nuca, conforme investigação da época. Paulo Roberto fugiu do estado e passou a viver em Mato Grosso, utilizando por um período o nome falso Francisco de Ângelis Vaccani Lima. Pelo caso, foi condenado em 2006 a 13 anos de prisão.

O motorista também foi denunciado pelo Ministério Público, em 2004, pela morte da estudante de Enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, em Juscimeira. Segundo a apuração da época, a vítima teria mantido um suposto relacionamento com o acusado. Ele foi condenado a 19 anos pelos crimes relacionados ao caso, além de responder por ocultação de cadáver e falsificação de documento. Em 2010, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instaurou um incidente de idoneidade contra ele e, no Cadastro Nacional de Advogados (CNA), a situação consta como regular.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do atropelamento e aguarda a tramitação dos procedimentos legais após a prisão.

Com informações de Primeira Página e Pagina 1.

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