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Farmacêutico e clínica são condenados a pagar R$ 125 mil por peeling químico que deixou mulher com queimaduras e cicatrizes permanentes em Cascavel

Foto: Divulgação

A Justiça do Paraná condenou o farmacêutico Tiago Tomaz da Rosa e a clínica de estética Revive, onde ele atuava em Cascavel, a pagar R$ 125 mil de indenização a uma mulher que sofreu queimaduras e cicatrizes permanentes após um procedimento de peeling químico realizado em junho de 2018. A vítima, que preferiu não se identificar, buscou o tratamento para um rejuvenescimento simples.

A decisão judicial reconheceu falha na prestação do serviço. Segundo a sentença, não foram realizados exames prévios adequados nem seguidos protocolos de segurança antes da aplicação do produto e da sedação da paciente.

Em depoimento, a mulher relatou que durante o procedimento começou a passar mal. “Comecei a sentir uma taquicardia muito forte, senti que ia morrer. Avisei que estava passando mal, que meu coração estava disparado. Em vez de pararem, ele me deu uma medicação e eu apaguei”, contou.

Um laudo pericial confirmou que as lesões, cicatrizes e marcas de queimaduras são compatíveis com aplicação inadequada ou reação adversa severa ao agente químico utilizado.

A condenação inclui R$ 25.083,14 por danos materiais (gastos com o procedimento e tratamentos posteriores), R$ 50 mil por danos morais e R$ 50 mil por danos estéticos. A sentença também determinou que a seguradora envolvida responda solidariamente pelo pagamento, dentro dos limites da apólice. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Investigação criminal

O farmacêutico também responde criminalmente pelos crimes de lesão corporal grave e falsidade ideológica, segundo denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A acusação aponta que o peeling de fenol foi realizado sem exames prévios ou avaliação clínica, mesmo após a paciente informar que tinha doença renal e alergias — condições que contraindicam o uso da substância.

A vítima afirma que o produto foi aplicado em excesso no rosto, pescoço, colo, mãos e braços, e que um segundo procedimento foi feito com a pele ainda lesionada. “Não tinha nem completado um mês e ele resolveu fazer outro peeling de fenol. Queimou em cima da queimadura. Eu deixei porque ainda não via cicatrizes”, relatou.

Laudos indicam que ela teve cicatrizes permanentes, inflamações e hipersensibilidade na pele, além de ter ficado mais de 30 dias afastada do trabalho. A investigação aponta ainda que o farmacêutico usou indevidamente o carimbo e a assinatura da esposa, que é médica, para emitir receitas e documentos.

Com informações de G1.

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