Educadora de 65 anos denuncia ameaça com arma dentro de colégio cívico-militar em Toledo; monitor é desligado do programa
Uma educadora de 65 anos relatou ter sido ameaçada com uma arma de fogo dentro do Colégio Estadual Cívico-Militar Jardim Maracanã, em Toledo, no oeste do Paraná, durante o exercício de suas funções e na presença de estudantes. O caso ocorreu no dia 17 de março e resultou no desligamento do monitor militar envolvido do Programa Colégios Cívico-Militares do Paraná.
De acordo com o termo de declaração registrado no 19º Batalhão da Polícia Militar de Toledo, a funcionária afirmou que um militar aposentado que atuava como monitor no colégio sacou uma arma na frente dos alunos, apontou para o rosto dela e disse que iria atirar. Segundo o relato, ele também teria proferido ofensas, chamando a educadora de “bruxa” e “velha”.
Desligamento do monitor
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED) informou que o Núcleo Regional de Educação de Toledo adotou medidas imediatas ao tomar conhecimento do fato. Foram aplicadas medidas administrativas que resultaram no desligamento do militar do programa. A pasta não detalhou se o caso foi comunicado às autoridades policiais para investigação criminal.
Repúdio da APP-Sindicato
A direção estadual da APP-Sindicato emitiu nota de repúdio, classificando o episódio como “inadmissível”. A entidade destacou que a agressão ocorreu no mês de março, período simbólico de luta pelos direitos das mulheres, e que o caso fere “a integridade física e psicológica da educadora, dos estudantes que estavam próximos e da escola pública como ambiente seguro”.
O sindicato formalizou pedido de afastamento imediato do policial do programa e a instauração de procedimento para apuração rigorosa dos fatos. A entidade também manifestou solidariedade à trabalhadora e à comunidade escolar.