DESTAQUES DO DIA MARINGÁ PARANÁ POLICIAL SEGURANÇA ÚLTIMA HORA

Dono de imobiliária é preso preventivamente em Maringá após série de denúncias que podem superar R$ 1 milhão em prejuízos

Foto: Delegacia de Estelionato Maringá

O proprietário da Imobiliária Facilita Ingá foi preso preventivamente na tarde desta terça-feira, 10, em Maringá, após decisão judicial solicitada pela Polícia Civil. A medida tem validade inicial de 30 dias e está relacionada a uma investigação que apura uma sequência de denúncias envolvendo negociações imobiliárias que teriam causado prejuízos financeiros que, segundo a polícia, podem ultrapassar R$ 1 milhão.

De acordo com o delegado Fernando Garbelini, responsável pelo caso, ao menos dez vítimas já foram identificadas formalmente e relataram perdas financeiras em operações intermediadas pela empresa. A prisão foi fundamentada na suposta reiteração criminosa e na necessidade de evitar novas vítimas, já que a imobiliária continuava em funcionamento enquanto os registros policiais aumentavam.

Entre os relatos apresentados está o da jornalista Cristina Calixto, que afirmou não receber há quatro meses valores de aluguel de um imóvel no Centro de Maringá, acumulando prejuízo próximo de R$ 50 mil, além de apontar o envio de um comprovante falso de depósito. Outro empresário declarou ter repassado R$ 215 mil como sinal para a compra de dois apartamentos sem receber documentação que comprovasse a negociação. Já Gustavo Lima relatou ter vendido um imóvel por meio da empresa e recebido apenas parte do valor, além de ter sido convencido a investir R$ 10 mil com promessa de retorno mensal de 10%, recuperando apenas R$ 2 mil.

Segundo a Polícia Civil, a forma de atuação variava conforme o perfil das vítimas, incluindo propostas de investimento, promessas de regularização documental e retenção de valores que deveriam ser repassados. Até o momento, dez inquéritos foram instaurados e a polícia não descarta o surgimento de novos casos.

O investigado não é natural de Maringá e possui registros e inquéritos em andamento no Mato Grosso do Sul por situações semelhantes. Ele ainda não foi ouvido formalmente pelas autoridades. Até o fechamento desta matéria, a defesa não havia sido localizada para se manifestar.

Com informações de GMC.

Sending
User Review
0/10 (0 votes)