A taxa de desemprego no Brasil permaneceu em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o menor índice já registrado na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo IBGE.
O número de desocupados caiu para 6,084 milhões de pessoas, o menor já registrado, representando quedas de 9% em relação ao trimestre anterior e de 14,6% em comparação ao mesmo período de 2024.
Recorde de trabalhadores com carteira assinada
A população ocupada também bateu recorde, alcançando 102,4 milhões de pessoas. Entre elas, 39,1 milhões têm carteira assinada no setor privado, excluídos os domésticos — maior número da série.
Duas áreas puxaram a expansão do emprego:
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administração pública, saúde, educação e serviços sociais (+323 mil pessoas);
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agricultura, pecuária, pesca e aquicultura (+333 mil pessoas).
Já os serviços domésticos tiveram queda de 3%, com 174 mil vagas a menos.
Subutilização e desalento
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,1%, repetindo a mínima histórica. O país tem hoje 16 milhões de pessoas nessa condição.
O número de desalentados (quem desistiu de procurar emprego) também caiu, chegando a 2,7 milhões, o equivalente a 2,4% da população em idade ativa.
Informalidade
A taxa de informalidade subiu para 38%, atingindo 38,9 milhões de trabalhadores. O crescimento foi puxado por autônomos sem CNPJ, que chegaram a 19,1 milhões, alta de 1,9% em relação ao trimestre anterior.
Segundo o IBGE, parte dos brasileiros que antes estavam desalentados pode ter migrado para a informalidade, principalmente em atividades de comércio e alimentação.
Com informações de G1.















