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Dentista é preso no Paraná suspeito de estuprar pacientes e familiares; número de vítimas chega a nove

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente o cirurgião-dentista Luis Alberto Pohlmann Júnior, investigado pelos crimes de estupro e estupro de vulnerável. De acordo com as investigações, os abusos teriam ocorrido tanto no consultório odontológico em Curitiba quanto em uma chácara de propriedade do suspeito em Teixeira Soares, nos Campos Gerais. As vítimas incluem pacientes e familiares.

A investigação teve início em outubro de 2025, com a denúncia da primeira vítima. A partir dela, outras cinco mulheres procuraram a polícia. Após a prisão do dentista ser divulgada, mais três vítimas denunciaram os abusos, elevando para nove o total de mulheres que relatam terem sido violentadas quando crianças ou adolescentes. Atualmente, elas têm entre 27 e 40 anos.

Segundo o delegado Rafael Nunes Mota, os relatos apontam um padrão de repetição dos crimes, cometidos ao longo de anos em ambientes de convivência familiar ou de confiança. O dentista se aproveitava da posição de prestígio na família e da facilidade de acesso às vítimas para agir sozinho com elas, em situações como na piscina, durante filmes ou ao mostrar jogos no colo.

Depoimentos

Em entrevista à RPC algumas vítimas contaram como viveram os abusos. “Por muito tempo eu achava que aquilo era só brincadeira; eu não entendia que estava sendo abusada. Por muito tempo, eu achei que eu permiti”, disse uma delas.

Além dos estupros de crianças e adolescentes, o dentista já havia sido condenado por importunação sexual contra uma paciente no consultório e é réu em outra ação pelo mesmo crime. Durante o cumprimento de mandados de busca, foram apreendidos celulares e outros materiais que passarão por perícia.

Defesa questiona prisão

O advogado Felipe Petrin, que defende o dentista, pediu a liberdade do investigado, questionando a legalidade da prisão preventiva. A defesa argumenta que a decisão foi baseada em relatos antigos e que não foram consideradas medidas alternativas à prisão.

O Conselho Regional de Odontologia confirmou que o profissional tem registro ativo, mas não informou se há procedimento em andamento para apurar sua conduta, citando sigilo.

Luis Alberto Pohlmann Júnior segue preso no sistema penitenciário e deve ser interrogado nos próximos dias. As investigações continuam, com a possibilidade de novas vítimas serem identificadas. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos telefones 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque-Denúncia). Em caso de flagrante, a orientação é ligar para 190 (Polícia Militar).

Com informações de G1 e GMC.

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