Com o auditório da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) lotado, a Prefeitura de Maringá lançou, na tarde desta terça-feira (13), dois projetos considerados estratégicos para o futuro ambiental e urbano da cidade: a consulta pública para o edital de concessão das atividades turísticas do Parque do Ingá e o Programa Maringá Lixo Zero, que busca eliminar o envio de resíduos ao aterro sanitário. O evento contou com a presença do prefeito Silvio Barros, do secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, do diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Luiz da Costa Souza, além de autoridades, empresários e representantes da sociedade civil.
No caso do Parque do Ingá, a Prefeitura apresentou a proposta conceitual que vai orientar o futuro edital de concessão. O modelo prevê que a entrada no parque seguirá gratuita e que a preservação ambiental continuará sob responsabilidade do município, enquanto a concessionária ficará encarregada da operação turística, da limpeza, da segurança e da manutenção de áreas comuns. Entre as atividades que poderão ser exploradas estão tirolesa, arvorismo, pedalinho no lago, trenzinho de visitação, lanchonetes, quiosques, lojas de souvenirs e ações de educação ambiental, algumas obrigatoriamente gratuitas.
Silvio Barros destacou que a intenção é ampliar a experiência do visitante. Segundo ele, o parque deixará de ser apenas um espaço contemplativo para se tornar também interativo, sem perder o caráter ambiental. Questionado sobre a possibilidade de um parque de aves, o prefeito afirmou que a ideia não está descartada, desde que não envolva o confinamento de animais. A hipótese considerada seria a criação de áreas de mata cobertas por telas, permitindo interação sem uso de gaiolas, a depender do interesse da futura concessionária.
Durante a coletiva, o prefeito também informou que o piso emborrachado instalado no entorno do parque será retirado por oferecer riscos à população. A substituição, porém, depende do desfecho de uma ação judicial em que o Ministério Público pede o ressarcimento dos investimentos feitos na obra, incluindo a responsabilização de servidores envolvidos no projeto original.
Antes da publicação do edital, a Prefeitura abriu uma consulta pública online para que a população possa contribuir com sugestões e opiniões sobre o modelo de concessão. O processo ficará aberto até o início de fevereiro. A proposta segue modelo semelhante ao adotado em parques como Vila Velha, em Ponta Grossa, e o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, com a diferença de que, em Maringá, não haverá cobrança de ingresso.
Outro destaque do evento foi o lançamento do Programa Maringá Lixo Zero. A iniciativa prevê um chamamento público para identificar tecnologias capazes de transformar resíduos sólidos em insumos industriais, promovendo a economia circular e eliminando a necessidade de enterrar lixo. Atualmente, o município envia cerca de 350 toneladas diárias de resíduos domiciliares ao aterro sanitário, com custo anual estimado em R$ 18 milhões.
Segundo Silvio Barros, o objetivo é implantar o conceito de “Aterro Zero” e fazer de Maringá uma referência nacional na gestão de resíduos. Rafael Greca ressaltou que a proposta se alinha ao programa estadual Lixo 5.0 e coloca o município em posição de protagonismo ambiental. Ele afirmou que a experiência de Maringá poderá servir de modelo para outras cidades paranaenses.
O edital do Lixo Zero prevê que empresas interessadas apresentem soluções tecnológicas consolidadas ou com maturidade comprovada, em conformidade com a legislação ambiental. As propostas deverão ser enviadas ao município em até 60 dias após a publicação do chamamento, acompanhadas de relatórios técnicos e documentação comprobatória.
Durante a cerimônia, autoridades destacaram que a redução do volume de resíduos destinados ao aterro representa não apenas ganhos ambientais, mas também economia de recursos públicos, que poderão ser reinvestidos em outras políticas ambientais e urbanas. Representantes do Condema, da Câmara Municipal e da Acim ressaltaram o caráter inovador das iniciativas e o alinhamento com o histórico de planejamento urbano da cidade.
Com o lançamento dos dois projetos, a Prefeitura de Maringá inicia oficialmente processos que podem redefinir tanto a gestão dos resíduos sólidos quanto o uso turístico e recreativo de um dos principais cartões-postais da cidade, mantendo o foco em sustentabilidade, acesso público e desenvolvimento econômico.
Com informações de Assessoria de Comunicação, GMC e Maringá Post.















