A morte de um bebê de quatro meses em uma creche clandestina em Curitiba levou o Ministério Público do Paraná (MPPR) a denunciar o casal proprietário do estabelecimento por homicídio culposo, ou seja, quando a morte ocorre sem intenção, mas por negligência. O caso aconteceu em maio de 2025, no bairro Tatuquara, e a denúncia foi formalizada na quarta-feira (24).
De acordo com as investigações, a criança foi alimentada, colocada para arrotar e deixada sozinha para dormir em um quarto sem supervisão por aproximadamente 15 minutos. Foi nesse período que ocorreu o engasgamento com leite, que resultou na morte do bebê. O laudo apontou que a vítima não apresentava qualquer problema de saúde anterior.
A creche funcionava clandestinamente há mais de dez anos e já havia sido notificada pela Vigilância Sanitária para encerrar as atividades. As apurações também constataram superlotação: cerca de 20 crianças eram cuidadas por apenas dois adultos. Para o MP, a ausência de vigilância adequada, agravada pela estrutura inadequada, foi determinante para o desfecho trágico.
Na denúncia, o Ministério Público também pediu que cada um dos acusados pague indenização por danos morais de aproximadamente R$ 32 mil aos pais da vítima. Além disso, propôs a suspensão condicional do processo, com condições como proibição de frequentar bares e casas de jogos, comparecimento bimestral em cartório e a prestação alternativa de serviços comunitários ou pagamento adicional de dois salários mínimos.
A defesa do casal informou que apresentará os esclarecimentos necessários à Justiça. O juiz ainda decidirá se aceita a proposta de suspensão do processo. Caso as condições sejam cumpridas durante o período estipulado, o processo será extinto. Do contrário, a ação penal seguirá seu curso normal.
Com informações de G1.















