A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) manifestou publicamente sua oposição à aprovação do fim da escala 6×1 de trabalho. A entidade, que adota internamente o regime 5×2 (com folga aos sábados e domingos), encaminhou ofícios a deputados e senadores paranaenses expressando preocupação com os impactos da redução da jornada para as empresas, especialmente micro e pequenos negócios.
Em seu posicionamento oficial, a ACIM afirma que a medida deve acarretar aumento de custos de produtos e serviços em todos os setores e em todo o país. A entidade também criticou o momento da discussão, em ano eleitoral, afirmando que os impactos econômicos e a análise técnica não foram priorizados.
A associação diz respeitar a decisão do Congresso Nacional, mas lamenta as consequências que a medida trará ao setor produtivo. Além disso, a ACIM manifestou pesar pelo fato de outros temas considerados importantes, como reforma administrativa, redução de encargos trabalhistas e melhoria de serviços como o transporte público, não terem entrado em pauta neste momento.
A entidade reafirmou seu compromisso de defender os interesses da classe produtiva com responsabilidade, critérios técnicos e segurança jurídica, visando garantir um ambiente de negócios competitivo e sustentável, alinhado ao emprego, renda e desenvolvimento.
Em nenhum momento a entidade mencionou a saúde ou o bem-estar do trabalhador em sua manifestação. O argumento da ACIM concentrou-se exclusivamente nos impactos econômicos para as empresas, especialmente micro e pequenos negócios, como aumento de custos, riscos de demissão e perda de competitividade, sem abordar os potenciais benefícios da redução da jornada para a qualidade de vida dos empregados.















