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CEO de franquia com mais de mil unidades é indiciado por homicídio no Paraná após quatro anos de investigação

Oséias Gomes de Moraes (à esq.) e José Claiton Leal Machado (à dir.) — Foto: Divulgação e cedida pela família

Após quatro anos de apurações, a Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre o caso de um diretor de empresa morto em 2022 em Ponta Grossa e indiciou o CEO da franquia Odonto Excellence, Oséias Gomes de Moraes, como mandante do crime. Ele responde em liberdade. A vítima, José Claiton Leal Machado, foi atacada quando chegava em casa.

Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, o empresário teria agido em retaliação a uma suposta tentativa da vítima de assumir o controle da rede de clínicas odontológicas, que possui quase mil unidades no Brasil e no exterior. A motivação também envolveria divergências relacionadas à abertura de uma clínica concorrente.

O crime ocorreu em 19 de abril de 2022. A vítima, conhecida como Claus, estava entrando com o carro na garagem, com a filha dentro do veículo, quando foi surpreendida por dois homens. Ela chegou a lutar e sacar uma arma, mas foi rendida e não resistiu aos ferimentos.

O delegado explicou que o inquérito levou quatro anos devido à complexidade da investigação, que incluiu quebra de sigilos bancários, análise de mensagens e oitivas de testemunhas. Foram identificadas transferências bancárias de contas controladas pelo CEO para operadores logísticos do crime em datas próximas ao homicídio. Além disso, a vítima havia manifestado a familiares o receio por sua integridade física, apontando o empresário como principal interessado em um eventual atentado.

Oséias foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, pagamento de recompensa e emboscada. Outros cinco homens já haviam sido identificados anteriormente como envolvidos, entre executores e intermediários. Um deles está preso; outros respondem em liberdade ou estão foragidos.

A defesa do CEO afirmou que ele é vítima de uma trama e que a narrativa da investigação é contrária ao que consta nos autos. O advogado Claudio Dalledone Junior disse que Oséias é um empresário íntegro, sem antecedentes criminais, e que jamais teria motivos para cometer o crime.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que terá 15 dias para decidir se oferece denúncia, requisita novas diligências ou pede o arquivamento.

A empresa Odonto Excellence informou que não irá se manifestar. O nome da empresa não foi divulgado oficialmente na investigação, mas a franquia é conhecida no setor. O CEO é natural de Carambeí e também fundador de uma incubadora de startups e de um resort.

Com informações de G1.

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